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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Associação de Amambai promove geração de renda para mulheres indígenas

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08/06/2017 20h25

Iniciativa acontece na aldeia Limão Verde oferecendo aulas de artesanato para as mulheres.

Fonte: Redação

Amambai (MS)- Partindo da necessidade de que o evangelho fosse de fato concretizado na sociedade amambaiense, um grupo de senhoras ligadas a Igreja Católica criou um clube para atender, orientar e preparar gestantes carentes, dando-lhes informações sobre alimentação, saúde e principais cuidados com seus bebês. Criou-se assim o Clube de Mães, no ano de 1979.

Com o passar do tempo, essa necessidade foi aumentando e o clube adquiriu uma sede própria onde foi criada a primeira creche comunitária de Amambai, inaugurada em 15 de dezembro de 1986.

38 anos se passaram e o clube continua atendendo mulheres amambaienses em situação de vulnerabilidade social. Desde 2013, na aldeia Limão Verde, a agora Associação de Mães de Amambai (AMA) oferece às mulheres indígenas, que antes tinham dedicação exclusiva aos cuidados da família ou colaboração com as atividades do marido no cultivo de hortaliças, o espaço para o empreendedorismo, novas expectativas e a possibilidade de autonomia financeira com a confecção de artesanatos.

Inúmeros produtos são confeccionados por cerca de 30 mulheres, como tapetes de crochê e de retalhos, colchas de retalhos, cobertores e artesanatos indígenas, como colares, brincos e cestos de folhas de bananeira. “Quando chegamos aqui, esses artesanatos indígenas já não eram produzidos, por isso, sempre incentivamos a criação deles, porque reflete a cultura delas e isso é muito importante”, disse a presidente da AMA, Lourdes Klein.

As reuniões acontecem duas vezes por semana no quiosque que existe na aldeia, inaugurado recentemente. Em certas reuniões, a diretoria ainda ministra curso de culinária, onde as mulheres indígenas aprendem a fazer pães, bolos e produtos derivados da mandioca, entre outras delícias.

“Nós buscamos oferecer cursos de culinária para que as famílias possam se alimentar melhor, sabendo de inúmeros pratos simples, porém, muito saborosos e nutritivos (…) normalmente nós passamos para elas o que nós sabemos”, disse a secretária da AMA, Vilma Selhorst.

A renda

De acordo com a presidente da AMA, as associadas não têm uma renda fixa. O valor depende da quantidade de produtos que a associada vende e do preço que é vendido.

“Nós estamos trabalhando com elas agora a questão da administração do dinheiro, que é inteiramente delas (…) normalmente, nós orientamos que o preço dos produtos seja o dobro do que foi gasto”, disse Lourdes.

Para fazer parte da AMA, segundo Vilma, o único investimento que a associada faz é o seu tempo e dedicação. Não é cobrada nenhuma taxa das participantes, mas elas precisam mostrar todos os trabalhos concluídos.

Damiana de Souza, de 52 anos, que faz parte da AMA desde que a associação começou os trabalhos na aldeia, diz que foi graças à associação que ela colocou em prática um sonho da adolescência. “Eu gosto muito de costurar desde que tinha 16 anos, mas nunca tive oportunidade, até que a AMA chegou aqui na aldeia e eu pude trabalhar com a dona Vilma (…) agora eu faço de tudo, costuro, faço tapete e faço colares e brincos indígenas”, disse Damiana.

As reuniões acontecem todas as segundas e sextas-feiras, a partir das 14h, no quiosque localizado na rodovia Amambai-Tacuru.

E/D: Presidente da AMA, Lourdes Klein, a secretária da associação, Vilma Selhorst e mulheres que participam das reuniões / Foto: Moreira Produções

O quiosque utilizado para as reuniões fica localizado na rodovia que liga Amambai a Tacuru, em área indígena. / Foto: Moreira Produções

Algumas das peças confeccionadas por mulheres da Ama.  / Foto: Moreira Produções

Damiana de Souza / Foto: Moreira Produções

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