27/06/2017 15h59
Desgastadas e apagadas, faixas de trânsito em Amambai são risco à segurança de pedestres
Fonte: Redação
Amambai (MS)- Faixas de segurança, como o próprio nome diz, são sinalizações que garantem que o pedestre atravesse a rua em segurança. Deveriam servir como “ilhas” de proteção no lado mais frágil do trânsito. A realidade em Amambai, entretanto, é oposta.
Em diferentes regiões do município, cruzar pelas listras da faixa não significa estar seguro. Pedestres ficam vulneráveis. Vulnerabilidade calcada no desrespeito de motoristas e na falta de manutenção das faixas, que são praticamente inexistentes em alguns pontos da cidade.
“É fundamental a sinalização horizontal porque ela induz o motorista a respeitar a regra de trânsito e, quando a sinalização está ausente ou ineficiente, contribui de forma significativamente para o aumento de acidentes e nós estamos verificando isso aqui em Amambai”, afirmou o comandante da 3ª Cia Independente de Polícia Militar (CIPM), major Carlos Magno da Silva.
Na rua Duque de Caxias, por exemplo, a reportagem do jornal eletrônico Amambai Notícias constatou que pelo menos duas, das três faixas de segurança que existem no perímetro entre o cruzamento com a rua Dom Pedro e no cruzamento com a rua José Bonifácio, estão apagadas.
O mesmo acontece na região central do município, na altura do semáforo, onde a sinalização da faixa na rua Marechal Floriano é praticamente inexistente. A situação também é crítica em pontos da rua Dom Pedro II, próximo ao INSS, na Benjamin Constant, próximo ao Detran, e rua Tiradentes, nas proximidades do posto Berlitz, onde o fluxo de pessoas e veículos é intenso e o risco de acidentes é grande.
“Eu mesmoajá quase fui atropelada ali perto do Berlitz diversas vezes enquanto me dirigia a pé até loja que trabalho (…) eu estava atravessando a faixa quando uma motocicleta veio em minha direção e freou apenas quando estava já em cima de faixa e perto de mim”, disse a vendedora Márcia Aparecida Silva, de 46 anos.
Versão do Detrat
O diretor do Departamento de Trânsito e Transportes da Prefeitura de Amambai (Detrat), Jabes Moreira Brum, reconhece a dificuldade em atender todos os pedidos de reforço na pintura das faixas e explicou que a falta de manutenção se dá por conta das condições climáticas que têm acometido o município.
“Nós temos ciência da necessidade de manutenção nas nossas faixas de pedestres e quebra-molas, mas isso é consequência do período de chuvas em Amambai, que inviabiliza a pintura dos mesmos (…) mas já está autorizado pelo prefeito que, a partir do momento que as condições climáticas melhorarem, se dará o início dos serviços de manutenção dessas faixas”, disse Jabes.
De acordo o relatório divulgado pela Polícia Militar de Amambai, nos primeiros cinco meses de 2017, foram registrados 96 acidentes no perímetro urbano do município, além de 861 autos de infrações no trânsito que foram lavrados pela companhia de polícia. Felizmente, nenhum acidente com vítima fatal foi registrado.
Segundo o major Carlos Magno, a falta de manutenção nas faixas, bem como a inexistência das mesmas, aliada a falta de atenção dos motoristas contribuem para o aumento de acidentes. Ele ainda ressaltou que mais que sinalização e fiscalização, Amambai necessita de conscientização por parte dos motoristas e pedestres.
“Nós precisamos sim de mais sinalização em Amambai, mas também precisamos de conscientização, porque de nada adianta colocarmos um policial em cada esquina, o nosso motorista só irá respeitar a legislação enquanto estiver sendo observado pelo policial, depois disso ele vai voltar cometer infração”, disse Carlos.
E a dúvida que não quer calar? E se um motorista não ver a faixa de pedestres que está apagada e acabar se chocando contra um pedestre? O comandante da PM afirma que mesmo assim ele será autuado, já que em toda faixa de pedestre há uma placa sinalizando a parada obrigatória.
“Nós realmente precisamos de sinalização, mas enquanto isso não acontece, temos que cobrar de veículos e pedestres uma parceria, para que haja diminuição de velocidade e mais atenção na hora de atravessar a faixa”, explicou.
“Algo está errado e precisa ser revisto!”
“Nosso município já avançou muito em investimentos no trânsito, mas é certo que há muito a se fazer; como na questão básica das faixas de pedestres que deixam a desejar nas manutenções (…) Penso que nossos impostos são pagos, cumprimos com nossas obrigações, no entanto, não vemos tanto retorno quando o assunto é investimento em algo fundamental para a segurança como a faixa de pedestre, algo está errado e precisa ser revisto!”, afirmou uma cidadã que tem conhecimento sobre o assunto, mas preferiu não se identificar.





