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sexta-feira, 27 de março de 2026

Investigado pela Polícia Federal, André diz lamentar ‘perseguições’ em MS

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25/03/2018 15h18

Ex-governador disse em ato político em Dourados que a verdade será seu melhor argumento

Fonte: CG

“Não tenho até hoje nenhuma condenação da Justiça, de nenhuma espécie. Sou ficha limpa”, afirmou em Dourados, o pré-candidato do MDB, André Puccinelli, ao falar como pretende enfrentar as acusações que, segundo ele, seus adversários pretendem usar contra ele.

Puccinelli disse que a verdade será seu melhor argumento, pois “sempre coloquei à disposição das autoridades os meus sigilos fiscal e bancário, desde o meu primeiro ano de mandato”, reiterando que foi deputado estadual, federal, prefeito de Campo Grande e governador, sem que tenha uma única condenação judicial.

Referindo-se às investigações mais recentes, lembrou que por mais de dois anos foi investigado sem que exista até hoje um documento que aponte irregularidade.

“Não vi, não existe um único documento”, afirmou lembrando que até mesmo no caso da tornozeleira eletrônica, “a Justiça determinou a imediata retirada dela por considerar a medida injusta e abusiva”. Mesmo a ordem de prisão, lembrou, foi revogada 16 horas depois, pelos mesmos motivos.

Ele lamentou, contudo que seus adversários continuem usando informações falsas para ataca-lo. “É uma perseguição injusta, de quem não tem o que propor. Mas vamos combater com a verdade, com a justiça e com o apoio que estamos recebendo da população”.

“Não tenho o que esconder. Não tenho o que temer. Meus adversários insistem em me atacar com fatos que, no final, só comprovam que tenho mesmo ficha limpa”, disse ao lembrar que recentemente outras duas decisões judiciais favoráveis a ele.

André ficou livre de qualquer acusação no caso da Coffee Break, por decisão unânime do Tribunal de Justiça e as acusações de integrantes do PT contra a construção da “Área do Papa” em Campo Grande, também foram definitivamente arquivadas.

OPERAÇÃO LAMA ASFÁLTICA

Em janeiro deste ano, a 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande aceitou mais uma denúncia contra André Puccinelli e outros 12 acusados de cometerem crimes de estelionato e contra o patrimônio público. Os mesmos citados já tinham sido denunciados pela acusação de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), assinada pelo procurador Davi Marucci Pracucho no dia 3 de dezembro de 2017, Puccinelli, Giroto e o empresário João Krampe Amorim eram os comandantes da organização criminosa.

Com a relação dos três, fraudaram processos de licitação para direcionar qual empresa iria conduzir as obras seja da prefeitura de Campo Grande ou do governo do Estado, quando Puccinelli esteve à frente da administração.

Entre as obras investigadas, o MPF e a CGU (Controladoria Geral da União) constatou irregularidades na implantação e pavimentação das rodovias MS-430 e MS-040, além no da construção do Aquário do Pantanal. As investigações fazem parte da Operação Lama Asfáltica que já teve cinco fases.

Fases da Lama

A primeira operação da PF sobre desvio de dinheiro público em gestões anteriores do governo do Estado foi deflagrada em 9 de julho de 2015. A ação apurava fraude em obras públicas. Em uma delas, grama que deveria ser plantada ao longo de três rodovias era substituída por capim. Todos os investigados negaram as acusações.

Em 10 de maio de 2016 a segunda fase da investigação: a operação Fazendas de Lama. Esta foi a primeira vez que a PF esteve na casa do ex-governador André Puccinelli. Investigação da PF, CGU e Receita indicaram que o dinheiro obtido com corrupção foi usado para compra de fazendas, daí o nome da ação.

Em julho de 2016 CGU, Receita e PF deflagraram a terceira fase da operação: a Aviões de Lama. Apurações apontaram que os investigados sobre corrupção estavam revendendo bens de alto valor e dividindo o dinheiro com diversas pessoas, com objetivo de ocultar a origem.

A quarta fase foi em maio de 2017. Conforme a PF, os alvos direcionavam licitações públicas, superfaturavam obras, faziam aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrompiam agentes públicos. Os recursos desviados resultaram em lavagem de dinheiro. As informações são do G1.

André discursa em ato político em Dourados (Foto: Divulgação )

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