No dia 31 de maio e 1º de junho, às 15h, as crianças do Projeto Florestinha de Campo Grande apresentarão a nova peça de teatro de fantoches, a qual será utilizada nos trabalhos de Educação Ambiental que as crianças executam nas escolas da Capital e Interior durante todo o ano. A peça de teatro de fantoches, que tem o título “No caminho das águas”, envolve também músicas que são cantadas pelas crianças.
“No caminho das águas” é um peça de teatro de bonecos apresentada por integrantes do Projeto Florestinha. A peça conta a história de Douradinho, um peixinho que sonha em conhecer o mar. Ele sai do pantanal onde mora e se aventura pelo caminho das águas, onde se depara com inúmeros problemas ambientais, como desmatamento, assoreamento dos rios, poluição, pesca predatória. Volta para casa para tentar preservar as águas limpas. O texto da peça e treinamento das crianças foram executados pela artista Lu Bigatão, que faz parte da instituição Florescer do Cerrado, parceira no projeto de arte para as crianças.
Participam da peça sete crianças do Projeto, em dois grupos que continuarão a desenvolver os trabalhos, inclusive, durante a semana do meio ambiente, no Parque Assaf Trad, próximo ao condômino Alphaville, sentido bairro centro, onde funciona o Projeto.
Nos dias 02 e 03 as crianças estarão apresentando a peça em trabalhos de Educação Ambiental em Rio Verde.
Histórico do Projeto Florestinha e objetivos
O Projeto Florestinha é uma ação de fundamental importância social e ambiental da Polícia Militar Ambiental, que trabalha com crianças e adolescentes carentes de 07 a 16 anos, tirando-lhes das ruas, dando-lhes a chance de ter uma profissão e ensinando-lhes a serem cidadãos com consciência ambiental. Esse projeto iniciou-se em 23 de novembro de 1992, no município de Campo Grande-MS com 50 crianças, em instalações localizadas em uma reserva ambiental de 180 hectares, no bairro Jardim Presidente, denominada Matas do Segredo.
No início recebeu a denominação de Guarda Florestal Mirim. Em 23 de março de 1996 foi implantada como Patrulha Florestinha, que em convênio com o Promossul (Secretaria de Promoção Social do MS) foi possível melhorar o atendimento das crianças. Além das aulas de Educação Ambiental, reforço escolar e treinamentos que eram ministrados por policiais, passaram a receber acompanhamento psicológico, odontológico, reforço alimentar, vale transporte e orientação profissional que era feita por profissionais da Promossul, sempre em conjunto com os Policiais Ambientais.
Em 2009 foram municipalizadas as ações sociais, passando a ser a parceria no projeto na Capital com a Secretaria Municipal de Ação Social-SAS. Esta Secretaria desenvolve as atribuições a ela pertinentes, ou seja, contribuindo com funcionários da área de Educação e de assistência social, os quais proporcionam às crianças acompanhamento escolar e demais atividades educacionais, além de reforço alimentar. A Polícia Militar Ambiental contribui efetivamente com o aprimoramento do caráter, da disciplina e do senso de responsabilidade das crianças, ministrando-lhes instruções de Moral e Cívica e, especialmente, de Educação Ambiental.
Em 1998, a partir de parcerias com Prefeituras e outros órgãos, a PMA pôde implantá-lo em mais quatro municípios: Corumbá, Três Lagoas, Bataguassu e Bonito, onde foi fundada pela prefeitura a “Praça do Florestinha” de Bonito, localizada na Avenida principal daquele município, onde há uma estátua de bronze de uma criança fardada.
Em 2006, em parcerias com as prefeituras de Jardim e Guia Lopes da Laguna foi possível implantar o projeto nestes municípios e atender mais 100 crianças. Em 2009 foi implantado em Aquidauana e Anastácio, com mais 120 crianças. A idéia é atender 1.000 crianças em todo o Estado e, além de tirá-las das ruas e dar formação social e ambiental, também poder encaminhá-las profissionalmente. Em 2010 foi implantado o projeto em Coxim.
Este projeto é reconhecido pela Unicef e foi homenageado pela Câmara Municipal de Campo Grande, com o prêmio “Ecologia e Ambientalismo”. Possui grandes resultados alcançados, pois, várias crianças que por ele passaram tornaram-se jornalistas, geógrafos e vários outros profissionais que reconhecidamente admitem a influência do projeto no encaminhamento de suas vidas.
O projeto visa, entre outras coisas, a enfrentar o problema da marginalidade e da criminalidade crescente entre os jovens de bairros periféricos, uma vez que eles são expostos a essas mazelas da sociedade. A proposta é de não deixar que os atendidos pelo projeto venham a fazer parte dessas estatísticas. A educação, desenvolvimento artístico e cultural e recreação oferecida aos assistidos constituem as bases do projeto que, além de socialibilidade entre eles, cria também o significado de hierarquia militar e respeito ao próximo.
As crianças utilizam o mesmo fardamento dos policiais militares ambientais, inclusive, em alguns dos projetos são instituídas as promoções como na carreira militar (de Soldado a Coronel), tendo como critérios principais para alcançá-las, as notas escolares, comportamento e antiguidade no Projeto. As promoções são importantes para a autodisciplina. Ou seja, um Oficial não fará nenhuma coisa errada próximo de um patrulheiro de posto inferior.
Desde o ano de 2001, as crianças desenvolvem nas escolas públicas e privadas atividades de Educação Ambiental, por meio do teatro de fantoches, além de se apresentarem nos mais diversos locais do Estado de Mato Grosso do Sul. Atualmente estão sendo atendidas 500 crianças em seis municípios.
Fonte: Assessoria PMA

