Éden da Silva Larrea, 23 anos, teria sido executado com ordem que partiu de presídio de Campo Grande. Ele teria sido julgado pelo “Tribunal do PCC”- Primeiro Comando da Capital- por ter se envolvido com uma mulher que teria vínculo amoroso com um integrante da facção criminosa. O homicídio aconteceu no início da noite desta quinta-feira num trecho entre Campo Grande e Indubrasil.
Segundo informações, o mandante do crime está preso e ordenou que Larrea passasse pelo sumário do PCC, que é o mesmo que um julgamento onde o “crime” é exposto e depois os generais ou vozes (júri) dão seu veredicto.
No código de conduta do PCC uma das coisas que os membros não podem fazer é “mexer” com mulher de integrante. A mesma palavra de ordem é pra não integrantes e nos dois casos o final é sempre o sumário seguido de morte, quando o “autor” está solto. Quando o julgamento ocorre na cadeia a execução normalmente é com injeção atrás da coxa.
Ainda conforme informações, quando é proposto um sumário o proponente tem que provar a culpa do julgado. Caso não consiga o castigo pode ser revertido para ele. Durante o júri, todos falam e depois o acusado tem o direito de se defender, mas enquanto isto não acontece normalmente sofre cárcere e tortura.
O caso
Eden da Silva Larrea, de 23 anos, foi assassinado após ser mantido por pelo menos quatro dias em cárcere privado, em Campo Grande. V.M de 30 anos, amigo de Éden, também foi seqüestrado, mas conseguiu escapar dos executores. Segundo informações do relato do homem de 30 anos, ele e seu amigo ficaram mantidos em cárcere privado em uma casa na Capital, onde sofreram ameaças de morte.
Na tarde de ontem (10), por volta das 18h, três homens colocaram V.M e Éden no porta-malas de um carro prata. Os dois foram levados para o rodoanel da BR-262, na região do distrito de Indubrasil. Lá, os três homens levaram V.M e Éden para um matagal para executá-los. O corpo de Éden foi encontrado pela polícia com duas perfurações na região lombar e três na cabeça.
No momento em que seria assassinado, V.M contou à polícia que a arma de um dos homens falhou e ele conseguiu fugir e se esconder em um supermercado na região, onde acionou a polícia. Ele foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento do bairro Piratininga) onde falou sobre o caso. Ele acabou preso por determinação de um Mandado de Prisão em aberto por não pagamento de Pensão Alimentícia.
Na delegacia, V.M já identificou dois autores do crime. Na manhã desta sexta-feira o delegado João Reis e investigadores da Depac fizeram diligências na tentativa de capturar os executores. Até o momento não há informações sobre prisões.
Fonte: Midiamax

