Completa nesta semana um mês que a justiça decretou a prisão da advogada Roberta de Almeida Morel, acusada de estelionato. Tida como foragida, o advogado dela avisou que vai apresentá-la, mas não há ainda uma data determinada.
Na sexta-feira passada, o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), seccional de Mato Grosso do Sul, suspendeu Roberta pela segunda vez de novembro para cá.
Desde o dia 9 do mês passado, a advogada é tida como foragida. Ela é acusada de falsificar assinatura de magistrados do Estado e ainda de ficar com o dinheiro de clientes que as contratavam para defender suas questões judiciais.
A suspensão é preventiva e vale por três meses a partir de uma data ainda não fixada pela entidade. Se houver uma terceira sentença, a advogada não poderá exercer sua profissão. O delegado da Polícia Civil Fábio Sampaio disse que investiga oito inquéritos movidos contra Roberta, acusada de negociar um terreno que havia sido sequestrado pela justiça trabalhista local e ainda de enganar clientes seus interessados em revisar decisões judiciais.
O policial informou que a advogada pegava dinheiro de clientes que enfrentavam problemas com as prestações de veículos comprados e tinham sido acionados na Justiça. A advogada dizia a eles que havia entrado com recurso, mas que precisava de um valor para ser depositado em conta bancária determinada pelo juiz. Quando questionada sobre os documentos que comprovariam os pagamentos, ela exibia papéis com a assinatura falsa dos magistrados.
O delegado não revelou a quantia desviada pela advogada, contudo adiantou que um dos clientes perdeu um caminhão e outro comprou um imóvel, mas teve de devolvê-lo porque a área tinha sido confiscada judicialmente.
Fonte: Midiamax
