04/10/2011 07h30 – Atualizado em 04/10/2011 07h30
Brasil 247
O mercado acionário global começou a funcionar hoje com a perspectiva de mais um dia de agonia com o acúmulo de más notícias. O estado de tensão é geral. As bolsas das asiáticas sinalizaram o humor, com a Bolsa de Tóquio fechando em baixa de 1,1% e Seul perdendo mais de 3%. O sinal vermelho é uma continuidade do comportamento das bolsas ontem no Ocidente.
A Bovespa perdeu 2,9% e voltou a estacionar nos 50 mil pontos, um dado perigoso e que pode gerar novas ordens de venda para hoje. O Índice Bovespa pode adentrar no perigoso terreno dos 40 mil pontos, o que gera preocupações de uma nova etapa de ajuste de depreciação no preço das ações.
A Bolsa de Nova York fechou ontem com sinal negativo de 2,3%, acompanhando as baixas fortes da Europa. E o clima continua pesado para hoje. Depois da Ásia, as bolsas europeias abriram deslizando em gelo. Londres, há pouco, perdia 2,2%, com Paris no negativo em 2,3%. Frankfurt caía 3% e Madri perdia 2%.
O mercado está avesso a assumir riscos e busca refúgio no dólar e nos títulos do Tesouro americano. A perspectiva é ruim com a Grécia, cujo calote é cada vez uma possibilidade concreta, com sérios efeitos no balanço dos bancos europeus. As contas são várias, mas a ideia central é da necessidade de mais de um caixa de mais de 2 trilhões de euros para resolver o problema dos países e dos bancos que carregam dívidas soberanas.
Ou seja, trata-se cada vez mais de um problema político, que precisa de uma liderança forte para apontar saídas coordenadas. Até agora, isso não existe.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, fala hoje no Congresso americano sobre as perspectivas econômicas nos EUA. Essa é a única porta de saída do mercado, hoje. A expectativa é que ele sinalize algo sobre o início de um novo pacote de alívio quantitativo, o chamado QE3, que significa injeção de liquidez no mercado.
Pode ser, mas serão promessas.

