Denunciado pelo canal Telefuturo e pelo Diário Última Hora após minuciosa investigação que incluiu o uso de câmeras ocultas, o mais novo caso de corrupção envolvendo a Corte Suprema de Justiça (CSJ) está sacudindo as estruturas do Judiciário paraguaio.
De acordo com as referidas fontes, a bola da vez é o ministro Sindulfo Blanco, da CSJ, que em troca de propina intermediada pelo relator Carlos Torres, teria “vendido” um parecer favorável ao anulamento de sentenças que absolveram um homem e uma mulher acusados pelo roubo de uma caminhonete.
A oferta da propina, conforme o denunciante Alfredo Gigglberger, teria partido do próprio Torres, mediante pagamento inicial no valor de US$ 5 mil. Gigglberger, advogado, procurou o Ministério Público para relatar o ocorrido. A silenciosa investigação sobre o caso esteve a cargo do promotor Arnaldo Giuzzio.
A denúncia envolve, ainda, outros dois magistrados do Judiciário paraguaio, ambos, atuantes na região de Ciudad del Este: Carlos Ortega e Manuel Trinidad, com Ortega tendo sido filmado ao negociar suposta propina no valor de US$ 15 mil, em troca de decisões relativas ao mesmo caso relatado por Gigglberger.
A repercussão completa do caso, bem como material multimídia e a transcrição dos diálogos gravados (em espanhol), pode ser conferida, na íntegra, nas edições impressas do Última Hora em 14 e 15/10, que podem ser acessadas clicando aqui e aqui.
Por Guilherme Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com.br

