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domingo, 29 de março de 2026

Projeto vai pesquisar uso das árvores para diversificar produção no Pantanal

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01/10/2012 08h06 – Atualizado em 01/10/2012 08h06

Fonte: Agrodebate

A partir da próxima semana pesquisadores do Projeto Biomas seguem para o Pantanal, em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande (MS), para começar a avaliar propriedades rurais em que serão implantadas as duas áreas de estudos da iniciativa. O trabalho, inédito, é desenvolvido em parceria entre a Embrapa e a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), e busca alternativas para ampliar o uso das árvores nas propriedades rurais com o objetivo de diversificar os sistemas produtivos de modo sustentável.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal, Walfrido Moraes Tomas, que vai coordenar o projeto no Pantanal, o trabalho na região está começando simultaneamente as ações nos outros cinco biomas brasileiros: Mata Atlântica, Pampa, Amazônia, Caatinga e Cerrado. Ele explica que em dezembro será feita outra visita técnica, nos locais pré-selecionados para definir efetivamente as duas áreas de estudos. “No começo do ano que vem começamos os trabalhos nestas áreas”, prevê.

Tomas comenta que nas áreas será feito o cultivo de várias espécies de árvores. Essa “vitrine tecnológica” apontará quais são as espécies de árvores mais adequadas para a região e que vão servir de base para a criação de novos modelos de produção sustentável no local, bem como para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e recomposição de reservas legais. “Além dos estudos essas áreas vão servir de campo de demonstração para mostrarmos a outros pesquisadores e produtores o que estamos fazendo”.

A pesquisa deve durar, conforme o coordenador, em torno de nove anos e a expectativa é que seus resultados possam ser aplicados em pelo menos 22 mil propriedades rurais do País em uma segunda etapa do trabalho. O bioma Pantanal, conforme ele, tem uma área de 140 mil quilômetros quadrados no Brasil, e tem cerca de 65% de sua área no País em Mato Grosso do Sul e 35% em Mato Grosso.

Nos outros biomas

Segundo a CNA, em setembro o avançou um pouco mais no Pampa. Em reunião em Bagé (RS), cidade próxima à propriedade escolhida para aos estudos, foi formada a rede de pesquisadores. E apesar das intensas chuvas na região, eles também visitaram a propriedade.

Na Mata Atlântica, foi promovido o segundo módulo de capacitação dos profissionais que atuam e ainda vão atuar nas pesquisas. Com aulas teóricas e em campo, os pesquisadores focaram o conteúdo na questão florestal e debateram a produção, coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes.

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