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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Artesanato com bananeira é alternativa para combater ócio na aposentadoria

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03/11/2012 22h18 – Atualizado em 03/11/2012 22h18

Artesanato em fibra de bananeira é alternativa para combater ócio na aposentadoria

Fonte: Da Redação

Os cerca de 50 anos trabalhados não impediram que na aposentadoria Vandir Gomes Vasconcelos , 80, optasse pelo ócio. Pelo contrário, a vida de trabalho só serviu para lhe mostrar que ter uma ocupação faz bem para a saúde física e mental.

Aposentado desde 1999, Vandir sentiu necessidade de manter-se produtivo. Trocou a casa na cidade por uma chácara na vila Santo Antônio, em Amambai, onde foi morar com a esposa, Helena da Rosa Vasconcelos, companheira há mais de 50 anos.

Foi na Chácara Recanto do Sossego que Vandir descobriu o artesanato em fibra de bananeira. Inicialmente, foi autodidata; depois, foi adquirir a técnica em curso do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), oferecido no Sindicato Rural de Amambai.

Esta atividade é um benefício para a cabeça, conta ele, fiz esse curso porque não conseguia mais fazer o trabalho pesado. O aproveitamento da fibra da bananeira, que ele mesmo produz em sua chácara, gera cadeiras, capas para garrafas e tapetes, produzidos por ele. “O que eu vendo, eu invisto aqui na chácara”, se orgulha o aposentado que já foi lavrador, carpinteiro, pedreiro, entre outras ocupações na área rural.

Vandir Vasconcelos confirma os benefícios de manter-se ocupado em uma atividade: “Aumenta a mente da gente, clareia, eu esquecia muito as coisas; hoje a cabeça melhorou muito e tenho mais disposição”.

Cada tapete feito ocupa entre quatro e cindo dias da rotina de “seu” Vandir, uma capa para garrafa, cerca de seis dias, e uma cadeira leva uma semana para terminá-la. Ele faz questão de explicar que não visa lucro. “Não dá lucro, é para não ficar parado, para ocupar a cabeça”, reforça ele. O resultado do trabalho vai para os filhos, seis ao todo. “Faço para presente”, conta ele.

Mas, continua Vandir, quem quiser se dedicar ao artesanato, pode ser uma fonte de renda. Ele conta que algumas pessoas que também fizeram o curso do Senar foram ao Rio de Janeiro vender chapéus e bolsas feitas da fibra de bananeira e voltaram satisfeitas com o resultado da venda.

E, como um bom cidadão disposto a compartilhar, ele finaliza: “Quem quiser aprender, eu ensino, sugiro para quem não quer ficar parado, pensando besteira”.

Sobre o curso do Senar

O curso do Senar ensina a confeccionar peças artesanais, utilitárias e decorativas, utilizando as fibras da bananeira como matéria-prima e aplicando as técnicas de trançados e cestaria.

As aulas abordam medidas de segurança no trabalho, meio ambiente, novas exigências profissionais e mercado de trabalho; confecção de trançados e cestaria; apresentação e definição dos produtos a serem confeccionados; confecção de peças artesanais, utilitárias e decorativas: capa para objetos utilitários, bolsas e chapéus.

Os participantes aprendem as características e corte do tronco da bananeira, a retirada das capas do tronco, a seleção da matéria-prima, a organização das fibras, as técnicas de lavagem das fibras, o processo de secagem e a preparação das fibras.

Serviço

O Senar MS está localizado na Rua Marcino dos Santos, 401, Campo Grande, telefone (67) 3320-6999, página na WEB www.senarms.org.br, e-mail [email protected].


Vandir Gomes Vasconcelos.

O aproveitamento da fibra da bananeira gera cadeiras, capas para garrafas e tapetes.

Vandir adquiriu a técnica em curso do Senar oferecido no Sindicato Rural de Amambai.


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