09/04/2013 13h27 – Atualizado em 09/04/2013 13h27
Fonte: Da Redação
Amambai-MS -Professores da rede municipal de ensino (Reme), de Amambai, realizaram nesta terça-feira (9) uma manifestação para cumprimento da lei federal 11.738/2008 que determina o Piso Salarial Nacional dos trabalhadores da educação.
Os manifestantes se reuniram frente ao semáforo, na avenida Pedro Manvailer, com faixas, folhetos e adesivos que divulgam a luta da categoria. Nos materiais, os professores protestam contra a negativa do executivo municipal de cumprir a lei do piso e a aprovação do projeto que reajusta o salario dos servidores em 6,5%. A categoria critica também o aumento de 61,5%, concedido no final do ano passado, ao prefeito, vice e vereadores.
Os professores afirmam que o correto é a aplicação imediata do piso, que foi reajustado em 7,97%, a partir de janeiro, e a partir daí, sim, a negociação de reajuste aos funcionários públicos municipais de 6,5%, na data base de 01 de março de cada ano, estabelecida pela Lei Municipal nº 2.294/2012.
Lembram também que os recursos do Fundeb são destinados aos estados e municípios para atender a educação básica, garantindo a valorização dos profissionais de educação. A lei determina que 60% dos recursos do Fundeb devem ser repassados para o pagamento dos professores, sendo essa a porcentagem mínima.
“É necessário que eles se manifestem, é um direito deles, o certo seria organizar uma paralisação é só voltar às aulas quando o piso estivesse sendo executado”, afirma a dona de casa, Cristiane dos Santos.
Para reforçar o movimento, os professores da Reme explicam que o prefeito não aplicou os reajustes estipulados, como também desconsiderou a tabela de vencimentos que esta subdividida em classes.
“Já temos uma audiência marcada para o dia 23 de abril. Sabemos que a verba o prefeito tem e se, ele, não tiver, a lei é federal e o governo federal supre a falta”, conta Fátima Tobias, 2ª Secretária do Simted.
Conforme informações da diretoria do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) nos anos anteriores os pagamentos foram acertados corretamente, porém o atual executivo municipal encerrou as negociações oferecendo apenas 6,5%, no lugar dos 7,97% – valor que determina a lei.
“A manifestação valeu a pena, todos que participaram tiveram empenho, coragem e consciência. Queremos nossos direitos, não iremos parar”, fala a professora Olga Mariano, presidente do Simted.



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