13/04/2013 07h57 – Atualizado em 13/04/2013 07h57
Fonte: Portal EBC
Com apenas dez dias de duração, a campanha eleitoral para a presidência da Venezuela terminou nesta quinta-feira (11). Durante esse período, sete candidatos expuseram seus planos e tentaram convencer a população sobre o melhor governo para suceder Hugo Chávez, que teve seu quarto mandato interrompido em consequência de um câncer que lhe tirou a vida em 5 de março.
Na disputa pelo cargo, estão à frente o sucessor de Hugo Chávez e candidato pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Nicolás Maduro, e o oposicionista pela Mesa de Unidade Democrática, Henrique Capriles Radonski. De acordo com as pesquisas, Maduro será o próximo presidente do país.
Isso é o que se pode constatar na sondagem realizada pela pesquisadora Kratos, no final do mês de março, com 1.200 jovens em toda a Venezuela, que apontou que Nicolás Maduro é o preferido da juventude para governar o país nos próximos seis anos. O candidato socialista teve 50,50% das intenções de voto em 11 estados, enquanto Henrique Capriles obteve 34,76% das intenções.
A pesquisa feita pela Consultores no período de 23 a 26 de março e depois de 1 a 3 de abril, com 1.600 pessoas em 16 estados venezuelanos, também apontou vitória de Maduro, com 52,8% das intenções de voto. A diferença sobre Henrique Capriles é de 14,2 pontos percentuais, já que o candidato opositor recebeu 38,6% das intenções de voto.
A mesma tendência foi confirmada nas pesquisas da International Consulting Services (ICS) de 22 a 27 de março, com 1.600 pessoas em 20 estados do país, a qual demonstrou que as intenções de voto favorecem o candidato do PSUV, com 56,9%, contra 41,1% para Capriles; e da entrevistadora Estudos de Opinião Meganálise, que entre 16 e 24 de março entrevistou quase duas mil pessoas de setores populares (que representam cerca de 80% do total da população venezuelana) e indicou também vitória de Maduro, com 56,6% dos votos contra 43,4% de Capriles.
Apenas a pesquisa da argentina Datamática, realizada por telefone, indica uma vantagem de Capriles (40%) sobre Maduro (35%) em alguns temas como a solução da insegurança no país, por exemplo. De modo geral, as pesquisas indicam que cerca de 8% dos eleitores não votarão nessa eleição, já que o voto não é obrigatório na Venezuela.
Nicolás Maduro
Confiando em sua vitória, e no seguimento ao governo da Revolução Bolivariana, Nicolás Maduro disse na última quinta-feira (11) que “está preparado” para assumir a presidência da República oficialmente no dia 19 de abril para os próximos seis anos de governo, quando promoverá o crescimento econômico e o desenvolvimento das missões sociais, assim como a luta contra a corrupção e a insegurança, cumprindo o Plano da Pátria escrito por Hugo Chávez.
Maduro lembrou que, desde a revolução cívico-militar de 4 de março de 1992, esteve apoiando e trabalhando com Hugo Chávez na construção do governo socialista e da Revolução Bolivariana, que está consolidada há 14 anos no país. Para ele, é um equívoco pensar que a morte de Hugo Chávez afetará o processo revolucionário. Maduro disse ainda que o comandante Chávez “inaugurou uma época histórica e democrática de união e participação das maiorias que foram excluídas”.
Cento e cinquenta observadores internacionais – entre especialistas eleitorais, parlamentares, representantes de organizações políticas e sociais, jornalistas e acadêmicos – já estão na Venezuela para acompanhar o processo de votação do próximo domingo e a contagem dos votos, parte do Programa de Acompanhamento Eleitoral do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Representantes de organismos internacionais de vários países e continentes participam da ação. No dia 15, eles entregarão um informe para as autoridades eleitorais sobre suas impressões do processo de votação na Venezuela

