20/07/2013 19h25 – Atualizado em 20/07/2013 19h25
Fonte: Famasul
Reintroduzir a cultura de produção da erva-mate nos municípios sul-mato-grossenses que fazem fronteira com o Paraguai, este é o objetivo do projeto elaborado pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, que foi apresentado na tarde de sexta-feira (19), durante o seminário de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Erva Mate na Fronteira, em Ponta Porã, no Centro de Convenções do município. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, esteve presente no lançamento.
O projeto tem como finalidade mostrar que a geração de renda a pequenos agricultores caminha lado a lado com o resgate do valor cultural do produto. Além de Ponta Porã, onde o projeto será iniciado no Assentamento Itamarati, a produção deverá ser incentivada nos municípios de Antônio João, Amambai, Laguna Carapã, Tacuru e Iguatemi.
Em Mato Grosso do Sul, o consumo da erva mate está difundido com a cultura local. O tereré foi inserido na rotina pelos irmãos fronteiriços do Paraguai ou pelo chimarrão, trazido pelos migrantes da região sul do País. O Brasil, de acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o cultivo de ervais, é o segundo maior produtor da erva no mundo, ficando atrás apenas da Argentina.
A produção é realizada nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e está presente ainda, mas em menor intensidade, em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Este último apresentou redução de sua produção nos últimos 10 anos.

