A tendência é que a circulação de jornais impressos em Portugal diminua gradativamente com o passar do tempo, é o que afirma Alexandre Nilo Fonseca, diretor de marketing da Controlinveste Media, grupo de comunicação que possui emissoras de rádio, TV, sites, jornais e revistas. Ele, que participou do Seminário Internacional de Jornais que foi realizado em São Paulo, credita essa baixa aos jovens da terra lusitana.
“A leitura em papel está em declínio em Portugal, os jovens estão cada vez mais acompanhando as notícias apenas na internet”, diz Fonseca.
Porém, o diretor não acredita no fim imediato do impresso, mas afirma que mudanças serão feitas para esse tipo de veículo permaneça no mercado. “As publicações em papel serão mais caras e qualitativas e vai durar por muito. Internet e papel vão conviver bastante”.
E com o perfil dos jovens portugueses, Fonseca afirma que o importante é apostar nas novas plataformas para fazer esse público conhecer a marca, mesmo que não seja por meio da leitura de jornais. “O desafio é fazer consumir nossa marca de outra forma, até porque não há interesse na forma de conteúdo que fazemos no impresso.
E os passos para se atingir esse objetivo já está definido para Fonseca: “O futuro é investir em mobile e promoções, aproximação com o público e até a produção de cursos”.
Promoções
E nesses quesitos de promoções e cursos, o diretor de marketing explica que projetos sobre esses temas fazem a circulação dos jornais do grupo – Jornal de Notícias e Diário de Notícias – aumentar em mais de 60%.
“No DN já disponibilizamos cursos de idiomas, de fotografia, curso da Microsoft e realizamos um Workshop de Jornalismo, levando adolescentes para conhecer a nossa Redação”, informa Fonseca.
Anderson Scardoelli / Comunique-se
