As 19 pessoas presas nesta manhã (24) na Operação Vitruviano, da Polícia Federal foram acusadas de cometerem uma fraude milionária e de usar o nome de um morto para fazer a venda fraudulenta de uma usina de açúcar e álcool, desembolsando quase 4 milhões que foram desviados para contas de pessoas físicas e jurídicas para dificultar rastreamento da fraude.
O homem apontado como o mentor da fraude milionária chegou à sede da Polícia Federal, em Campo Grande, no meio da manhã. Sérgio Roberto de Carvalho, ex-major da Polícia Militar que já está preso há um ano e meio por exploração de jogos de azar.
Dos 19 presos – hoje, em Mato Grosso do Sul – 12 estão na carceragem da Polícia Federal de Campo Grande. No grupo, três advogados e dois policiais militares aposentados. Todos vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e estelionato.
A quadrilha é acusada de comprar uma usina de açúcar e álcool, em 2007, no município de Juscimeira, em Mato Grosso, e de vender essa mesma usina para Olympio José de Souza, que – na época – já estava morto e que tinha um espólio de 3,9 milhões. Como o suposto comprador não pagou pela compra da usina acabou executado pela justiça e a fortuna acabou nas mãos da quadrilha.
Ao falsificar a documentação da venda da usina a quadrilha informou que o suposto comprador morava em Anaurilândia, cidade há 367 quilômetros de Campo Grande, Capital de Mato Grosso do Sul.
O que chamou a atenção da Polícia Federal foi o fato da juíza decidir pela execução em menos de um ano. Mesmo assim, a magistrada não foi investigada.
“Nós entendemos e temos elementos para afirmar isso, a justiça de Anaurilândia foi utilizada pela organização como uma forma de facilitar aquela ação de execução”, disse o delegado da Polícia Federal Edivaldo Bezerra de Oliveira.
Em três anos de investigações, a polícia federal rastreou o caminho por onde passaram os três milhões e novecentos mil reais. E descobriu que a quadrilha usou uma estratégia para não deixar pistas da fraude milionária.
“Depois de se apropriar dos 3,9 milhões a quadrilha controlada pelo Major Carvalho, fracionou o dinheiro em contas de pessoas físicas e jurídicas, numa tentativa de dificultar o rastreamento deste dinheiro e ao longo destes três anos o nosso trabalho consistiu em identificar, quem foram as pessoas envolvidas e qual destino dado aquele dinheiro”, completou o delegado Edivaldo.
Redação MS Record
Colaborou Juliana Lanari

