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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Concentração de gases do efeito estufa na atmosfera em 2012 alcança recorde

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06/11/2013 10h21 – Atualizado em 06/11/2013 10h21

Fonte: EFE

A quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera alcançou um novo máximo sem precedentes em 2012, continuando com uma “tendência ascedente e acelerada que determina a mudança climática e o futuro do planeta”, disse nesta quarta-feira (6) a Organização Mundial da Meteorologia (OMM).

Entre 1990 e 2012 foi registrado um aumento de 32% do forçamento radioativo – uma barema que mede o aquecimento global – devido às emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de longa duração que apanham o calor, segundo o boletim anual desta organização sobre gases do efeito estufa, apresentado hoje (6) em Genebra.

O dióxido de carbono procedente de emissões relacionadas com a queima de combustíveis fósseis representa 80% desse aumento.

Segundo a OMM, o aumento do CO2 presente na atmosfera entre 2011 e 2012 foi superior à taxa média de aumento anual durante os últimos dez anos.

“Desde o começo da era industrial em 1750, a concentração atmosférica média mundial de CO2 aumentou 41%, a de metano 160% e a do óxido nitroso 20%”, assinala o relatório.

Segundo a OMM, o que está acontecendo na atmosfera tem um alcance muito maior, já que aproximadamente só a metade do CO2 emitido pelas atividades humanas permanece na atmosfera, enquanto o resto é absorvido pela biosfera e os oceanos.

O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, disse que as concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram a níveis sem precedentes dos últimos 800 mil anos e como consequência, “nosso clima está mudando, o tempo é mais extremo, as capas de gelo e as geleiras se estão fundindo”.

“Se a atual evolução uniforme continuar, no final deste século as temperaturas médias mundiais podem chegar a ser 4,6 graus superiores aos níveis pré-industriais e inclusive maiores em algumas partes do mundo, o que teria consequências devastadoras”, explicou.

Para reverter esta tendência, Jarraud apontou o início da redução “de forma substancial e sustentável” das emissões de gases do efeito estufa.

“Devemos atuar agora, pois de outra forma estaremos colocando em perigo o futuro de nossos filhos, netos e gerações futuras. O tempo não corre a nosso favor”, apontou.

O relatório indica que o dióxido de carbono é o gás de efeito estufa mais importante emitido como consequência de atividades humanas e sua presença na atmosfera alcançou 393,1 partes por milhão em 2012, ou seja, 141% do nível pré-industrial de 278 partes por milhão.

Com relação ao metano, os dados recolhidos pela OMM refletem que é o segundo gás de efeito estufa de longa duração mais importante e, cerca de 40% destas emissões procedem de fontes naturais, como umidade, enquanto 60% restante provém de atividades como a pecuária, o cultivo de arroz, a exploração de combustíveis fósseis e a combustão de biomassa.

Após um período de estabilização, as emissões de metano se vieram aumentando desde 2007 e, no ano passado, alcançaram o máximo de 1.819 partes por milhão de milhões, ou seja, 260% mais do nível pré-industrial.

Com relação ao óxido nitroso, a OMM detalha que 60% de suas emissões procedem de fontes naturais, contra 40% que provém de atividades como a combustão de biomassa, o uso de adubos ou diversos processos industriais; uma concentração de emissões que em 2012 alcançou 325 partes por milhão de milhões, 120% mais que no período pré-industrial.

Seu efeito no clima durante cem anos é 298 vezes superior a essas próprias emissões de dióxido de carbono e joga um papel muito importante na destruição da camada de ozônio.

Segundo a OMM, o aumento do CO2 presente na atmosfera entre 2011 e 2012 foi superior à taxa média de aumento anual durante os últimos dez anos. EFE/Arquivo

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