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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Haiti vai às urnas em meio a cólera e confusão

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O Haiti vai às urnas no domingo em eleições dificultadas por uma epidemia de cólera, tensões políticas e confusão entre o eleitorado, buscando um líder para conduzir o país caribenho pobre em sua recuperação de um terremoto ocorrido em janeiro.

A comunidade internacional espera que a eleição – na qual serão escolhidos um novo presidente e Parlamento, além de um terço do Senado – possa levar a um governo estável e legítimo, que seja capaz de administrar bilhões de dólares de ajuda para a reconstrução que foram prometidos por doadores.

Representando esse apoio do mundo, forças de paz da ONU, com seus capacetes azuis, vêm ajudando a polícia haitiana a garantir a segurança e proteção de mais de 11 mil estações de voto montadas em escolas, barracos pré-fabricados de madeira e tendas em superlotados acampamentos de sobreviventes do terremoto.

Mas, com as tensões políticas em alta e os trabalhos de reconstrução após o terremoto devastador de janeiro aparentemente paralisados pelo avanço da epidemia letal de cólera, muitos temem que uma eleição turbulenta possa simplesmente fazer o país mergulhar ainda mais fundo no caos.

Entre os 18 candidatos à presidência, alguns se destacam como prováveis favoritos: uma matriarca oposicionista formada na Sorbonne, um tecnocrata governamental que é o protegido do presidente Rene Preval e um músico e artista carismático.

As pesquisas de opinião situaram em primeiro lugar nas preferências a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, de 70 anos, mas a ausência de um favorito claramente definido aumenta a probabilidade de a disputa ir ao segundo turno, em 16 de janeiro, entre os dois candidatos que tiverem o maior número de votos.

No final, é possível que os maiores destaques do domingo fiquem com a apatia, a confusão e o medo da violência, fatores que podem impedir muitos dos 4,7 milhões de eleitores cadastrados de ir votar em um país cuja infra-estrutura devastada dificulta os deslocamentos.

Some-se a isso a forte epidemia de cólera, que já matou cerca de 2.000 pessoas, segundo a ONU, e deixou dezenas de milhares de doentes em sua passagem pelo país.

Fonte: Midiamax

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