19/11/2013 08h50 – Atualizado em 19/11/2013 08h50
Fonte: Acrissul
A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) confirmou nesta segunda-feira(18), a doação de 500 cabeças de bovinos, logo no primeiro dia de captações para o Leilão da Resistência, evento que marca o lançamento nacional do movimento dos produtores rurais contra a onda de invasões de terras por indígenas que afetam vários estados brasileiros. Em Mato Grosso do Sul a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), outra entidade que compõe o movimento da resistência, já são 79 propriedades rurais invadidas pelos índios. As invasões continuaram mesmo depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no caso Raposo Serra do Sol (Roraima), que impede ampliação de reservas.
O Leilão da Resistência estás marcado para acontecer no dia 7 de dezembro, a partir das 14 horas, no tatersal de elite 1 da Acrissul, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, MS. O Objetivo do leilão é reunir o maior número possível de produtores rurais, entidades ruralistas e lideranças da sociedade civil organizada e políticos comprometidos com a causa dos proprietários rurais, a fim de lançar um manifesto nacional contra a onda de invasões indígenas a terras produtivas e legalizadas. O faturamento do leilão será destinado à campanhas de conscientização da população, custear as ações futuras do movimento, além de garantir fomento às iniciativas envolvendo assistência jurídica aos produtores diretamente afetados ou que estejam sob ameaça de invasão.
Segundo o presidente da Acrissul, Francisco Maia, a FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), composta por deputados federais de todo o Brasil, já manifestou-se no sentido de garantir uma grande presença de seus membros, entre eles Abelardo Lupion (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás), do próprio presidente da Frente Luiz Carlos Heinze (Rio Grande do Sul), Valdir Colatto (Santa Catarina) e os sul-matogrossenses Luiz Henrique Mandetta e Reinaldo Azambuja.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul jpa manifestou seu apoio ao movimento e vem cobrando ações por parte do Governo do Estado para que cumpra um acordo de cooperação técnica assinado há dois anos com o Governo Federal, no qual o governador André Puccinelli se comprometeu a montar postos de policiamento da PM e manter ações de segurança pública dentro das aldeias para evitar a violência e a criminalidade.
Segundo ainda Maia é importante a presença dos produtores rurais. “Vamos mostrar que nossa força de fato está na união e que só queremos garantir a paz no campo e a segurança jurídica para produzirmos com tranquilidade”, encerrou.

