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quinta-feira, 26 de março de 2026

Movimentos conseguem suspensão dos leilões para formação de milícias em MS

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05/12/2013 08h02 – Atualizado em 05/12/2013 08h02

Movimentos sociais e sindicais conseguem na justiça suspensão dos leilões para formação de milícias em MS

Fonte: Fetems

Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul tiveram uma vitória na tarde desta quarta-feira (4), após a juíza da 2ª Vara Federal de Campo Grande, Janete Lima Miguel, suspender o direito de realização do ‘Leilão da Resistência’ promovido por pecuaristas de Mato Grosso do Sul para arrecadar recursos para ações contra retomadas de áreas indígenas.

Cerca de 20 entidades como a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra(MST), o de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) Marçal de Souza e a Federação dos Trabalhadores em Agricultura (Fetagri) ajuizaram o pedido nesta terça-feira (3), na Justiça Federal.

De acordo com o presidente da CUT/MS, Genilson Duarte, a preocupação de todos os movimentos era que este leilão anunciado pelos fazendeiros fosse o grande financiador de uma guerra em Mato Grosso do Sul. “Saiu em todos os veículos de imprensa que este dinheiro seria utilizado para uma resistência armada dos fazendeiros de MS, nós enquanto movimentos sociais e sindicais, que batalhamos por uma sociedade mais justa e igual, não poderíamos assistir de braços cruzados uma guerra em MS, por isso a nossa luta para suspender este leilão”, afirma.

Para o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, a questão está bem clara, índios e fazendeiros querem que o poder público federal tome uma atitude e resolva com urgência o impasse que está colocado em Mato Grosso do Sul. “Não é com violência nenhuma que essa situação será resolvida, a pressão deve ser feita em Brasília, antes que haja mais mortes em nosso Estado, por isso os movimentos sociais e sindicais de MS se uniram e estão na lutando para que essa situação seja resolvida o mais rápido possível e sem dúvida comemoramos a decisão da justiça, pois acreditamos que este não é o caminho para se resolver nada”, disse.

Após ir na Justiça Federal os movimentos seguiram para o Ministério Público Federal (MPF), para cobrar uma postura do órgão diante dessa situação, já que no último dia 20 de novembro, os mesmos representantes dos movimentos sociais e sindicais estiveram no MPF protocolando um dossiê com vídeo e notícias sobre a realização do ‘Leilão da Resistência’, a situação dos indígenas de MS e nada foi feito até o momento.

De acordo com o presidente da CUT/MS, Genilson Duarte, a preocupação de todos os movimentos era que este leilão anunciado pelos fazendeiros fosse o grande financiador de uma guerra em Mato Grosso do Sul.

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