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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Satélite sino-brasileiro apresenta falha no lançamento

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09/12/2013 11h21 – Atualizado em 09/12/2013 11h21

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação emite nota de esclarecimento sobre o caso; CBers-3 pode ter retornado à Terra

Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou nota de esclarecimento sobre o lançamento do satélite CBers-3 de monitoramento, desenvolvido em conjunto entre Brasil e China. O satélite foi lançado à 1h26 (horário de Brasília) desta segunda-feira (9), mas perdeu contato com as equipes na Terra.

De acordo com as informações do MCTI, neste momento, os engenheiros chineses avaliam as causas do problema e o possível ponto de queda do dispositivo.

O Cbers-3 seria o quarto satélite de sensoriamento remoto produzido pelos dois países, por meio do Programa Sino-Brasileiro de Satélites de Recursos Terrestres (Cbers, na sigla em inglês), a entrar em órbita. O dispositivo iria mapear e registrar os territórios e atividades agrícolas, desmatamento, mudanças na vegetação e expansão urbana. Após ser posicionado, o satélite passaria por uma fase de checagem dos equipamentos e da qualidade das imagens, que seriam disponibilizadas ao público três meses depois.

Confira a íntegra da nota do MCTI:

Às 11h26, horário de Beijing (1h26, pela hora de Brasília/DF), desta segunda-feira (9), o satélite CBers-3, desenvolvido conjuntamente por Brasil e China, foi lançado pelo veículo chinês Longa Marcha 4B, do Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, na China.

Porém, houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o voo e, consequentemente, o satélite não foi posicionado na órbita prevista. Avaliações preliminares sugerem que o CBERS 3 tenha retornado ao planeta.

Engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda.

Os dados obtidos mostram que os subsistemas do CBERS 3 funcionaram normalmente durante a tentativa de sua colocação em órbita.

Para assegurar o cumprimento dos objetivos do programa CBERS, Brasil e China concordaram em iniciar imediatamente discussões técnicas visando a antecipação da montagem e lançamento do CBERS 4.

O programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês) gera imagens da superfície do território brasileiro para aplicações diversas, tais como zoneamento agrícola, monitoramento de desastres naturais e acompanhamento de alterações da cobertura vegetal, com grande aplicação na região amazônica.

O CBERS 3 seria o quarto satélite do programa a entrar em órbita. Os três satélites anteriores operaram adequadamente e cumpriram suas missões.

Brasil e China alcançaram resultados frutíferos nos últimos 25 anos de cooperação na área espacial, e estão confiantes na continuidade desse êxito.

Programa CBers

O Programa CBers (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite), instituído em 1988 por Brasil e China para o desenvolvimento conjunto de satélites de observação da Terra, marcou o início de uma nova etapa no programa espacial brasileiro. O Inpe é o responsável no Brasil pelo programa.

O CBers-3 é o quarto satélite do programa, após lançamentos em 1999 (CBers-1), 2003 (CBers-2) e 2007 (CBers-2B). As imagens obtidas a partir dos satélites da série CBers permitem uma vasta gama de aplicações – desde mapas de queimadas e monitoramento do desmatamento da Amazônia, da expansão agrícola, até estudos na área de desenvolvimento urbano.

Graças à política de acesso livre às imagens, uma iniciativa pioneira do Inpe, as imagens do CBers são distribuídas gratuitamente a qualquer usuário pela internet, o que contribuiu para a popularização do sensoriamento remoto e para o crescimento do mercado de geoinformação brasileiro.

O Inpe distribui cerca de 700 imagens por dia para centenas de instituições (mais de 70 mil usuários) ligadas a meio ambiente, uma contribuição efetiva ao desejado cenário de responsabilidade ambiental – um dos grandes desafios do novo século.

CBers-3 não foi posicionado na órbita correta; engenheiros avaliam causas do problema e possível ponto de queda

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