20/05/2014 15h39 – Atualizado em 20/05/2014 15h39
Fonte: Da Assessoria
O rio Paraguai alcançou a marca de 6,25 metros na confluência com o rio São Lourenço – mais que o nível máximo atingido na grande cheia de 2011 que foi de 6,23 metros – e aumenta as dificuldades das famílias ribeirinhas que vivem na região.
Desde março, quando a Ecoa observou esta possibilidade, foi iniciado um processo para o envio de alertas diretos para que as comunidades pudessem se preparar e minimizar os impactos de uma grande enchente e além de publicações na imprensa foi encaminhado ofícios para órgãos públicos alertando sobre o assunto e solicitando providencias.
Com o objetivo de ajudar as famílias ribeirinhas a se protegessem do alto nível das águas, a organização também enviou de barco com mais de mil palanques de madeira doados pela Receita Federal e que devem ser usados para construção de palafitas.
Após uma reunião entre moradores da comunidade e a prefeitura de Corumbá, realizada no fim do mês de abril, esta semana a prefeitura do município enviou a Defesa Civil com o apoio da Marinha para auxiliar as populações pantaneiras.
Neste momento várias famílias estão fora de suas casas e acampadas em elevações na região. Algumas delas estão no Aterro do Socorro, local que havia sido tomada para criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), mas que devido a uma mobilização feita pela comunidade e ação do Ministério Público Federal, foi constatado através de um georreferenciamento de precisão – feito pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que área se trata de “ilha em faixa de fronteira”, o que, segundo a Constituição, é terra pública.


