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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Amambai retoma coleta de lixo eletrônico com criação da ONG Técno Vida

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21/05/2014 15h12 – Atualizado em 21/05/2014 15h12

A expectativa é que cerca de 40% do lixo eletroeletrônico seja recuperado e doado para entidades do município

Fonte: Da Redação

Amambai (MS) –Com a criação da ONG (Organização Não Governamental) Técno Vida, o município de Amambai retoma o serviço de recolhimento de lixo eletroeletrônico, interrompido desde o início de 2013, e passa a fazer parte de rol de cidades que destinam correta e ecologicamente o resíduo eletrônico.

A Técno Vida foi inaugurada na última segunda-feira (19), durante a abertura da XII Semana Acadêmica de História da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de ensino de Amambai, e tem o objetivo de promover a inclusão social, digital e ambiental no município e região, através da captação e reciclagem de equipamentos de informática por meio do projeto Transformando Lixo em Oportunidade. A iniciativa tem a parceria da Prefeitura Municipal de Amambai.

Segundo Roberto Engelmann, presidente da ONG, essa ideia surgiu há dois anos, porém por causa da burocracia apenas nesse ano o projeto foi viabilizado. Ele conta que a expectativa é que cerca de 40% do lixo eletroeletrônico seja recuperado.

As doações dos equipamentos recuperados serão feitas para entidades filantrópicas do município e para pessoas carentes que não possuem condições de comprar um computador.

Serão coletados CPU, monitores, servidores, teclados, mouses, multimídias, impressoras, nobreaks, estabilizadores, scanners, notebooks, baterias de nobreak e notebook, celulares, carregadores, fontes, baterias de celular e periféricos, cabos de energia, cabos de rede, roteadores, telefones, centrais telefônicas, palm top, modens, pen drive, floppys, CD ROM, placa mãe, placas de rede, de vídeo e de som, placa de memória, HD, Hubs, tablets e outros periféricos de informática e telefonia móvel.

“Muita coisa funciona mesmos sendo jogada fora, 60% do lixo eletrônico tem retorno e queremos usar esse descarte para ajudar quem precisa”, afirma Roberto. Para o mês de agosto, Roberto conta que já existe uma oficina marcada para acontecer na UEMS sobre reciclagem eletrônica.

O projeto visa implantar a pratica de reuso, descarte e reciclagem dos bens de informática e telecomunicações, promovendo assim a redução do lixo eletrônico. Os equipamentos recuperados que não passarem na triagem serão encaminhados para empresas especializadas em reciclagem de resíduos para que seja evitado o descarte incorreto.

Para o futuro, os jovens desejam que exista um ecoponto em cada cidade, desde Mundo Novo até Antônio João, para que a Técno Vida tome conta, recebendo o apoio da prefeitura e comércio das várias cidades. “Toda ajuda é bem-vinda, desde apoios e parcerias até novas ideias”, diz Roberto.

A diretoria da ONG é formada por profissionais de diversas áreas. O Centro de Coleta provisória está localizado na rua Francisco Serejo Neto, número 435; para mais informações estão a disposição os telefones (67) 9958-5615 e 9673-5734.

Veja abaixo a diretoria da ONG

  • Presidente: Roberto Engelmann
  • Vice: Jair Paulo Engelmann
  • Secretário: Márcio de Arruda Herrig
  • Vice: Marcos André Oruê
  • Tesoureiro: Marlon Augusto Oruê
  • Vice: Herminío Euzébio Oruê
  • Administrativo: Marcelo Luiz Oruê
  • Conselho Fiscal: João Luis Lopes de Oliveira e Alexandrino Marques

Interrupção do serviço em Amambai

Em 2010, durante a administração 2009-2012, gestão do ex-prefeito Dirceu Lanzarini, a Prefeitura de Amambai, através da secretaria municipal de Meio Ambiente (Semai), implantou a coleta de lixo eletroeletrônico.

Com a iniciativa, Amambai foi a primeira cidade em Mato Grosso do Sul a receber Certificado da empresa Reciclo Ambiental declarando que o município destinava de forma ambiental e socialmente correta, seguindo a legislação vigente em nosso país.

Na época, foi realizada a campanha “Lixo Eletrônico: o que fazer com ele?” que resultou, em 2011, na coleta de mais de cinco toneladas desse tipo de lixo.

Em 2012, a Prefeitura de Amambai, através da Secretaria de Serviços Urbanos e da Semai, recolheu cerca de duas toneladas de lixo eletrônico, provenientes de órgãos públicos municipais.

Os equipamentos recolhidos eram levados ao Ecoponto, local que recebia o lixo eletrônico de toda a população, e posteriormente eram encaminhados a uma empresa paulista especializada na manutenção e descarte correto destes eletrônicos.
Em 2013, no início da atual administração municipal, o serviço foi suspenso.

A Semai

Ainda em 2013, a secretária de Meio Ambiente, Vânia Farias Giardulo, questionada sobre a interrupção da coleta do lixo eletroeletrônico, justificou que o órgão estaria estudando a melhor forma de retomar o serviço.
Durante todo o ano passado, em diversas ocasiões, a secretária foi novamente indagada. Não houve nova justificativa.

No final de janeiro deste ano, nova tentativa de comunicação foi feita com a Semai. Após visita à Semai e telefonemas feitos, ambos sem retorno, foi enviada através de e-mail uma série de perguntas a fim de esclarecer o assunto. “Sobre o recolhimento de lixo eletroeletrônico, o que está sendo feito?”, o jornal eletrônico Amambai Notícias perguntou. Outras questões acerca dos trabalhos da Semai também foram feitas. Não houve resposta, nem retorno das ligações.

Legislativo

Em maio deste ano, o vereador Luciney Bampi (PV) pediu informações da administração municipal sobre os procedimentos que serão tomados para evitar o descarte dos aparelhos em locais impróprios. No documento, enviado ao prefeito municipal, Sérgio Barbosa (PMDB), o vereador queria saber da existência de medidas ou programas para recolhimento; quais os locais de coleta e onde estaria sendo feito o descarte do lixo eletrônico produzido no município.

Na oportunidade, Luciney afirmou que o assunto estaria sendo tratado com descaso pelo poder público devido ao grande número de aparelhos em situação de descarte e pela falta de local adequado. Bampi lembrou que até o ano de 2012 a administração municipal dispunha de locais específicos de coleta, onde uma empresa fazia o recolhimento e dava destino ao lixo eletrônico.

Mais sobre o assunto

Lixo Eletrônico é todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos. Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental quando não descartado em locais adequados.

Problemas causados pelo descarte inadequado

Este descarte é feito quando o equipamento apresenta defeito ou se torna obsoleto (ultrapassado). O problema ocorre quando este material é descartado no meio ambiente. Como estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e água.

Além do contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.

Estes equipamentos são compostos também por grande quantidade de plástico, metais e vidro. Estes materiais demoram muito tempo para se decompor no solo.

Onde Jogar? Descarte correto e reutilização

Para não provocar a contaminação e poluição do meio ambiente, o correto é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados como, por exemplo, empresas e cooperativas que atuam na área de reciclagem.

Celulares e suas baterias podem ser entregues nas empresas de telefonia celular. Elas encaminham estes resíduos de forma a não provocar danos ao meio ambiente.

Outra opção é doar equipamentos em boas condições, mas que não estão mais em uso, para entidades sociais que atuam na área de inclusão digital. Além de não contaminar o meio ambiente, o ato ajudará pessoas que precisam.

Lembre-se

O primeiro passo para evitar a poluição do meio ambiente é fazer a coleta seletiva em casas, escolas e empresas. O lixo eletrônico deve sempre ser separado dos resíduos orgânicos e dos materias recicláveis (papel, plástico, metal).

Você sabia?

Cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano no mundo.

Entre os países emergentes, o Brasil é o país que mais gera lixo eletrônico.

A cada ano o Brasil descarta: cerca de 97 mil toneladas métricas de computadores; 2,2 mil toneladas de celulares; 17,2 mil toneladas de impressoras.

(Fonte: Pnuma – Programa da ONU para o Meio Ambiente).

Amambai retoma coleta de lixo eletrônico com criação da ONG Técno Vida

A ONG vem da iniciativa dos jovens de Amambai / Foto: Divulgação

A inauguração da ONG aconteceu na Semana Acadêmica de História da UEMS / Foto: Moreira Produções

A Técno Vida já está recolhendo lixo eletrônico em domicílios / Foto: Moreira Produções

A secretária de Meio Ambiente, Vânia Farias Giardulo.

Símbolo Internacional da reciclagem

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