11/07/2014 01h24 – Atualizado em 11/07/2014 01h24
Autoridades demonstram preocupação com a instalação de usinas no município de Amambai, durante audiência pública
Fonte: Da Redação
Amambai (MS) – Autoridades públicas e classistas de Amambai demonstraram preocupação com a implantação de duas centrais elétricas no município durante audiência pública, realizada nesta quinta-feira (10), para apresentação dos relatórios de impacto ambiental (Rima) referente a implantação dos empreendimentos.
A audiência não é deliberativa e tem como objetivo apresentar a comunidade os projetos dos empreendimentos, os impactos negativos e positivos, as medidas mitigadoras e compensatórias, os programas ambientais propostos e, também, ouvir sugestões, críticas, opiniões e responder perguntas elaboradas pelo público presente. O evento subsidiará decisão quanto ao licenciamento ambiental.
O presidente do sindicato rural de Amambai, Diogo Peixoto, diz que o relatório não prevê o repovoamento de peixes, a preservação da fauna e a possibilidade de inundação das estradas vicinais que ficarão acima dos lagos. “Somos contra a instalação destas usinas”, afirma Diogo.
O presidente da câmara, vereador Roberto Dias (PSDB), diz que o legislativo vai estar atento para que as medidas sócio ambientais sejam eficazes, corretas e tragam benefícios para a população. “Somos parceiros da população e estaremos juntos naquilo que for para gerar riqueza e emprego junto a comunidade”, fala Roberto.
Para o promotor público, Eteócles Brito Mendonça Dias Junior, o levantamento de campo apresentado é inconsistente e é preciso um estudo mais completo da bacia do rio Amambai. Eteócles lembra também que a Funai e o Ministério Público precisam ser ouvidos, sobre a criação de áreas indígenas na região. “É preciso uma ação integrada para evitar uma possível tragédia ambiental na região. Não vamos deixar nada passar batido”, alerta o promotor.
O prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa, demonstrou preocupação sobre os benefícios sócio econômicos que o empreendimento vai trazer para o município. Sérgio lembra que os investimentos em infraestrutura como a construção de pontes de concreto, saúde, educação e transporte para atender a demanda não pode ficar somente por conta do município. “Não sou contra, quero tirar as dúvidas. Se o empreendimento gerar pouco desenvolvimento temos que avaliar”, fala o prefeito.
Projetos
As duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) estão previstas para serem instaladas em trechos do rio Amambai. A PCH Foz do Saiju, nos limites entre os municípios de Amambai, Caarapó, Laguna Carapã e Juti, com capacidade para atender uma cidade de aproximadamente 80.000 habitantes, com área de reservatório de 800 hectares. A PCH Barra do Jaguari, entre os municípios de Amambai e Laguna Carapã, com capacidade para atender uma cidade com 93.000 habitantes e seu reservatório terá 1.200 hectares de área.





