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terça-feira, 28 de abril de 2026

Alto comissário pede à Síria que liberte milhares de detidos pelo governo

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19/02/2015 16h08 – Atualizado em 19/02/2015 16h08

Fonte: Rádio ONU

O alto comissário da ONU para os direitos humanos lançou um apelo às autoridades da Síria esta quinta-feira, para que libertem todos os detidos por forças do governo e suas milícias.

Zeid Al Hussein está especialmente preocupado após relatos de tortura sistemática e outros tratamentos crueis, assim como “condições terríveis” de detenção.

Estimativas

Em nota, Zeid cita ativistas, advogados e defensores de direitos humanos que já estavam numa situação vulnerável mesmo antes do conflito. O alto comissário lembra de três integrantes do Centro Sírio para Mídia e Liberdade de Expressão, que estão presos há três anos, acusados de terrorismo. Eles ainda aguardam julgamento.

Segundo Zeid Al Hussein, o total de pessoas detidas na Síria desde o início dos protestos, em março de 2011, pode ir de dezenas a centenas de milhares de pessoas.

O alto comissário explica que forças de segurança são conhecidas por prender pessoas em pontos de inspeção, incursões militares e até mesmo quando indivíduos chegam a prédios do governo para registrar um nascimento ou ter acesso a serviços sociais.

Depoimentos

Em muitos casos, os detidos ficam sem comunicação por semanas ou meses, e Zeid diz que o fato causa mais preocupação devido a casos de tortura de detidos por parte do governo sírio.

Milícias afiliadas ao governo também estão envolvidas no rapto de ativistas e de defensores dos direitos humanos e algumas são conhecidas por torturar os detidos, na tentativa de obter informações.

Zeid Al Hussein explica que entrevistas recentes com pessoas libertadas revelaram que muitos presos ficam em celas de 6 x 7 metros, com 55 detidos cada, sem receber comida suficiente ou medicamentos adequados. O alto comissário pede ao governo da Síria para libertar imediatamente todos que foram presos por expressar de forma pacífica suas opiniões

Direitos para os detidos por forças do governo e milícias na Síria. Foto: Ohchr

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