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terça-feira, 28 de abril de 2026

Com ebola, África Ocidental pode perder US$ 3,6 bilhões por ano até 2017

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13/03/2015 16h38 – Atualizado em 13/03/2015 16h38

Fonte: Rádio ONU

Países da África Ocidental que não tiveram nenhum caso de ebola já estão sendo afetados economicamente pelo surto que atinge Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Um estudo do Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas calcula que a África Ocidental pode perder US$ 3,6 bilhões por ano até 2017. Entre as causas estão declínio do comércio, fechamento de fronteiras, cancelamento de voos, redução do turismo e do investimento estrangeiro direto.

Pobreza e Fome

O impacto no desenvolvimento humano também será grande. A renda per capita da região deve cair US$ 18 entre este ano e 2017. Na Côte d’Ivoire, por exemplo, a taxa de pobreza já subiu 0.5 ponto percentual devido ao ebola.

No Senegal, a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza pode ter subido 1.8% no ano passado. Outra consequência pode ser o aumento da insegurança alimentar no Mali e na Guiné-Bissau.

Coordenação Regional

O diretor do escritório regional do Programa da ONU para o Desenvolvimento, declarou que “estigma e fechamento de fronteiras causaram muitos danos, afetando economias e comunidades”. Abdoulaye Mar Dieye destaca que as consequências do ebola são vastas.

No relatório divulgado esta sexta-feira, é ressaltada a necessidade de se aumentar o envolvimento dos governos da África Ocidental e de instituições regionais para que a epidemia de ebola acabe e para que os três países com o surto possam se recuperar.

Para prevenir outros surtos, o estudo sugere o envolvimento regional dos setores de saúde e a criação de um Centro para Controle e Prevenção de Doenças. Outra ação que pode ser coordenada entre países é o controle de fronteiras e um sistema de manejo de riscos.

Países da África Ocidental afetados pelo surto. Foto: OMS/C. Black

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