18/03/2015 20h02 – Atualizado em 18/03/2015 20h02
Comércio de Pedro Juan Caballero fechou as portas contra diminuição das cotas de compras de importados
O Movimento Fronteiras Unidas quer que a cota ao invés de diminuir aumente de U$ 300 para U$ 500
Fonte: Com informações da Assessoria legislativo de Ponta Porã
Amambai (MS) – Contra a redução da cota de compras de importados de U$ 300 para U$150 que entrará em vigor no próximo dia 1º de julho, cidades fronteiriças como Pedro Juan Caballero, Ciudad del Leste e Salto Del Guairá fecharam as portas na manhã desta terça-feira (17), no horário das 9 às 11h, em forma de protesto.O Movimento Fronteiras Unidas quer que a cota ao invés de diminuir aumente para U$ 500.
Cerca de seis mil pessoas foram participaram do protesto na Linha Internacional, que divide os municípios de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Estiveram presentes no manifesto comerciantes, empresários, deputados e o governador do Departamento de Amambay, Pedro Gonzalez. Lideranças políticas e empresariais da cidade de Ponta Porã também participaram da manifestação.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã, Eduardo Gauna, disse que apoia a manifestação já que o mesmo dinheiro que circula em Pedro Juan também circula em Ponta Porã. “45% das vendas são do Paraguai e como a cidade paraguaia está parada, ambas estão perdendo”, disse Gauna.
Com a alta do dólar o movimento em Pedro Juan Caballero e Ponta Porã tem diminuído significativamente, já que o turismo predominante é o de compras.
De acordo com o presidente da Câmara de Indústria e Comércio de Pedro Juan, Pedro Bondiman, Pedro Juan e Ponta Porã estão sendo prejudicadas com essas mudanças na economia. “Com essa alta do dólar nossa fronteira está parada, tivemos uma baixa nas vendas e aumento de trabalhadores desempregados, fazendo com que aumente a taxa de criminalidade”, comentou Bondiman.
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, vereador Marcelino Nunes de Oliveira, destaca que o Movimento Fronteiras Unidas é justo, pois visa o aumento da cota. “A redução da cota para U$150 acarretará prejuízos para as fronteiras. Aqui o nosso turismo é de compras e com a suba do dólar tem diminuído o fluxo nos hotéis e restaurantes”, explicou Marcelino.

