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terça-feira, 28 de abril de 2026

Insegurança alimentar na Coreia do Norte atinge 70% da população

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09/04/2015 13h29 – Atualizado em 09/04/2015 13h29

Fonte: Rádio ONU

As Nações Unidas precisam, com urgência, de US$ 111 milhões para financiar suas operações humanitárias na Coreia do Norte este ano. O apelo lançado pela ONU equivale a mais de R$ 336 milhões.

O dinheiro é necessário para apoiar atividades nos setores da alimentação e agrícola, saúde e nutrição, água e saneamento. Segundo o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, a Coreia do Norte tem uma população de 24,6 milhões de habitantes e 70% enfrentam insegurança alimentar.

Desnutrição

Ou seja, 18 milhões de norte-coreanos não têm acesso adequado à comida. As taxas de desnutrição continuam sendo um motivo de saúde pública. O Ocha destaca que a desnutrição crônica entre crianças menores de cinco anos chega a 27,9%.

As Nações Unidas lembram que a falta de nutrientes é uma das principais causas de morte materna e infantil. Os serviços de saúde também são inadequados e muitas áreas do país não têm equipamentos ou medicamentos suficientes.

Apelo

O coordenador residente da ONU na Coreia do Norte declarou que a situação humanitária no país é “silenciosa e subfinanciada”. Ghulam Isaczai afirmou que as necessidades sérias e prolongadas para milhões de pessoas são persistentes e precisam de financiamento sustentado”.

Ele fez um apelo para que os doadores respondam “rapidamente e de forma generosa” e permitam que as agências lidem com a situação na Coreia do Norte.

Água e Saneamento

Isaczai destacou que “as necessidades humanitárias devem ser separadas de qualquer questão política, para garantir condições mínimas de vida aos mais vulneráveis, em especial mulheres, crianças e idosos”.

A falta de água potável e de saneamento também contribuem para o alto nível de doenças crônicas na Coreia do Norte, de infecções respiratórias e outras doenças, de acordo com as Nações Unidas.

Sem recursos agrícolas, como sementes e fertilizantes, a produção alimentar fica prejudicada. Outro fator é a alta vulnerabilidade a desastres naturais, como enchentes.

Mulher e criança no hospital pediátrico em Hamhung, na Coreia do Norte. Foto: Ocha/David Ohana (arquivo)

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