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terça-feira, 28 de abril de 2026

Para ONU, plano da União Europeia sobre migrantes é “bom começo”

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22/04/2015 10h15 – Atualizado em 22/04/2015 10h15

Fonte: Rádio ONU

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, saudou esta terça-feira o plano de ação de 10 pontos divulgado pela União Europeia, com o objetivo de resolver a crise de migrantes no Mar Mediterrâneo.

Mas a agência das Nações Unidas lembrou que salvar vidas no mar deve ser prioridade. Em Genebra, o representante do Acnur, Volker Turk, falou à Rádio ONU sobre a proposta.

Compromissos

Turk explicou que o plano dos ministros europeus é um “bom começo”, porque menciona reassentamento de migrantes e apoio à Itália e à Grécia. Mas ele ressaltou ser preciso conhecer os compromissos mais concretos, como alternativa legal à migração.

O Acnur atualizou os números sobre a tragédia ocorrida no fim de semana, quando um barco que saiu da Líbia naufragou: 850 pessoas estavam a bordo e apenas 28 sobreviveram.

Relatos

Pelo menos 350 eritreus estavam na embarcação, além de cidadãos da Síria, Somália, Serra Leoa, Senegal, Mali, Gambia, Costa do Marfim e Etiópia. Segundo a agência da ONU, mais de 800 pessoas morreram afogadas, sendo o pior incidente já ocorrido no Mediterrâneo.

Um jovem de Bangladesh foi levado de helicóptero à Sicília e os outros 27 sobreviventes chegaram na segunda-feira à noite a Catania, cidade também na Sicília.

Crianças

De acordo com funcionários no Acnur em Catania, os sobreviventes estavam nervosos e cansados e receberam cuidados médicos, água e comida. Há relatos de que crianças estavam no barco que afundou, mas nenhuma foi encontrada até o momento.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, destacou que muitos menores que encaram essas jornadas de barco “são expostos a abusos, exploração e até morte”, uma violação da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Tráfico

O Unicef pede que qualquer ação para conter os migrantes no Mediterrâneo leve em conta o bem estar das crianças, que precisam receber cuidados em locais seguros e ter acesso à educação, saúde e serviços sociais.

A agência da ONU defende também reforço das operações de busca e de resgate, combate aos traficantes de seres humanos e soluções para as raízes da migração, como conflitos, pobreza e discriminação.

Também esta terça-feira, a Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que desde janeiro, mais de 1,7 mil pessoas podem ter morrido afogadas no Mar Mediterrâneo, número 30 vezes maior do que o total de fatalidades do mesmo período do ano passado.

Homem sírio com seu filho de um ano de idade que foram resgatados no Mediterrâneo. Foto: Acnur/A. D’Amato

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