23/09/2016 20h39
O protesto contra a retirada dos direitos dos servidores públicos, proposta pelo Governo de Michel Temer, aconteceu na quinta-feira (22)
Fonte: Assessoria Simted
Amambai (MS) – Em protesto contra projetos que estão sendo propostos pelo governo federal, trabalhadores das redes estadual e municipal de ensino de Amambai realizaram movimento na manhã de quinta-feira (22). Eles se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica de Amambai (Simted) e saíram em passeata pela avenida principal da cidade.
Na ocasião, os trabalhadores distribuíram para a população material impresso informando sobre os motivos do protesto. No período da tarde, os manifestantes ficaram concentrados na praça Coronel Valêncio de Brum conversando com os transeuntes e entregando o material informativo. Um carro de som e faixas passando a mensagem do movimento – “Nenhum direito a menos” – fizeram parte do protesto.
A manifestação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (Fetems) e o Simted de Amambai.
O alvo dos protestos são a PEC 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Como em propostas anteriores, a exemplo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, a medida recai sobre os trabalhadores, os servidores e os serviços públicos e, especialmente, em áreas essenciais à população brasileira como a Educação e Saúde; o PLP 257 – O Projeto de Lei que traz uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores, principalmente servidores públicos – federais, estaduais e municipais. Ele faz parte do pacote de ajuste fiscal iniciado pelo governo, no final de 2014. As medidas, que buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, atingem diretamente o serviço público e os programas sociais; o PL 4567 – O Projeto de Lei libera a participação de empresas multinacionais no programa. Na visão dos manifestantes, iberar a operação do Pré-Sal é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população, como o investimento de 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. Não podemos permitir que a maior reserva de petróleo da atualidade seja entregue à exploração predatória das multinacionais; Contra a Lei da Mordaça – Para os trabalhadores, a escola deve ser um ambiente de prática libertadora, onde todos podem se colocar, se contrapor, a partir da pluralidade de temas – com respeito às minorias e de combate a todo tipo de discriminação, seja de etnia, gênero, orientação sexual, religião, estilo de vida. Só que não é o que estabelece um Projeto de Lei intitulado de “Escola Sem Partido”, preferimos chamar de “Lei da Mordaça”, pois tenta usurpar o pensamento crítico do ambiente escolar. E por último, em defesa da Lei do Piso, afirmam que a ideia de Temer é modificar a Lei 11.738-2008 e criar um programa batizado de “Travessia Social”, que daria ‘bônus’ aos docentes que ‘melhorassem’ o desempenho dos alunos e também ‘aperfeiçoassem’ suas práticas pedagógicas.
De acordo com a presidente do Simted, professora Olga Tobias Mariano, a participação dos trabalhadores na mobilização foi importante para demonstrar ao governo federal que a categoria está atenta e vai lutar para garantir seus direitos e por uma educação pública de qualidade. “A intenção foi promover uma grande aula de cidadania junto à sociedade, através da distribuição de material informativo e manifestações públicas”, comenta Olga.
Veja galeria de fotos do protesto

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