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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Policial de Amambai agride ex-namorada

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04/07/2013 14h50 – Atualizado em 04/07/2013 14h50

Fonte: Da Redação

Na última quarta-feira (3), por volta das 19h, um policial agrediu uma adolescente em público próximo ao semáforo da avenida Pedro Manvailer. O ocorrido foi entre o policial militar, Weliton Arce Espindola, e a adolescente, E. C. T.

A menina, de 16 anos, fazia panfletagem na avenida para o LCP (Laço Comprido Profissional), que acontece neste final de semana em Amambai, e foi acusada de estar provocando o policial. A adolescente se defendeu intimidando o autor, dizendo que ele deveria fazer especulações frente a frente.

Segundo E. C. T., o rapaz desceu do carro, deixando o automóvel ali mesmo na avenida, indo até onde ela se encontrava e a derrubou, acertando tapas em seu rosto e chutes em seu corpo. A adolescente acrescenta que, durante a agressão, o autor a ofendia com palavras de baixo calão e afirmava que só estava fazendo isso por ser policial.

O mesmo se encontrava fardado, mas com carro próprio e sua namorada atual, Luana Nataly, o acompanhava.

“Ele quebrou meus dedos, pisou na minha barriga e tentou me enforcar, depois quando foi fazer o B.O. disse que eu havia rasgado suas roupas e o arranhado, sendo que nem unhas eu tenho”, conta E. C. T.

A adolescente ainda conta que os dois namoraram por um período de três meses, há três anos, e quando terminaram, o autor continuou perseguindo a adolescente e ligava quando a via em festas, dizendo que ia chamar o Conselho Tutelar.

Após o incidente, a menina chamou seu irmão e sua mãe, Cristina, que ao chegar no local, também foi agredida e ofendida pelo PM.

Ambas as partes foram até a Delegacia de Polícia Civil para que fosse expedido o boletim de ocorrência. A adolescente conta que seu irmão, David Toledo, levou dois chutes e um soco do agressor dentro do quartel policial e ouviu de um dos policiais que teve sorte de não ter levado um tiro.

Intrigada com a situação, E. C. T. conta que o policial não apresentava características de um bêbado, mas não parecia normal, e explica que durante o namoro, o rapaz nunca foi agressivo, passando a se prevalecer apenas após o término.

Ela teme que adolescentes que passavam pelo local, esses que nem assistiram à cena, testemunhem pelo autor apenas para “fazer moral com o policial” e sabe que Weliton tem muito apoio da polícia. A namorada do mesmo, que observava a agressão, contou na delegacia que ele só estava defendendo-a da menina que tanto os incomodava.

A mãe da menina procura agora um advogado para resolver não só o desaforo, mas o abuso de poder que o acusado realizou.

Confira a versão da esposa do policial aqui.

A menina agredida teve os dedos anelar e médio quebrados pelos chutes do autor.

Os dedos da menina, ainda manchados da graxa do coturno do PM que estava fardado.

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