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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Direito ao pão novo

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Por R. Ney Magalhães

“Direito ao Pão Novo” é o titulo de um Livro da Advogada, Professora Universitária e Produtora Rural Dra. Tatiana Azambuja Ujacow, militante Política do Partido Verde e Candidata a Vice Governadora na Chapa de Zeca do PT.

Sendo neta do pecuarista Vicente Azambuja é, portanto descendente de uma das mais tradicionais famílias de Pioneiros do Sul do MS e assim, profunda conhecedora da historia passada e presente desta Região nem sempre reconhecida pelos governantes ocasionais.

Nas Eleições que se aproximam esta jovem “produtora rural” em atividade, militante ativa do Partido Verde ousou colocar seu nome para competir pela primeira vez a um cargo político eletivo.

Seu pai, o Advogado Josephino Ujacow, causídico dos mais requisitados no Mato Grosso do Sul e sua mãe a pecuarista Sonia Azambuja são naturalmente os responsáveis pela dignidade e coragem desta nova personagem na Política Estadual.

“Podem me chamar de idealista, mas não abro mão de minhas convicções”, é assim que ela afirma sua posição no PV, onde defende o desenvolvimento sustentável, também com respeito prioritário para os excluídos, pertencentes às minorias que sempre são apenas alvos da demagogia de políticos profissionais.

A Dra. Tatiana Ujacow na nobre missão como Advogada e Professora enriqueceu sua experiência como Membro da Academia de Letras Jurídicas de Mato Grosso do Sul e partícipe do Fórum Permanente da ONU para Questões Indígenas.

“Não podemos continuar aceitando a banalização da miséria e sim lutar para que todos tenham Direito ao Pão Novo”, esta é uma de suas Bandeiras.

Com este intróito pretendi deixar patente minha admiração pela posição assumida por esta bela jovem e corajosa mulher “socialite” que embora seja freqüente personagem das colunas sociais nos principais Jornais do Estado, lançou seu nome às feras da hipocrisia política.

O sangue ardente dos Pioneiros que ajudaram a construir todo este Sul do MS e a formação moral herdada dos seus Pais e ainda a capacidade profissional conquistada com muita aplicação nos estudos criou esta nova liderança no campo político.

Participar da vida publica é obrigação de todos nós, mas com a omissão dos Bons, os Maus cidadãos vão dominando o Poder e o nosso Estado vai sendo sucateado e loteado por interesses pessoais. Aplausos para a Tatiana.

A pouca representatividade política atual que não age alem de interesses particulares e de grupos fechados politicamente, vem dominando ao longo dos anos todo este Sul do MS responsável por mais de cinqüenta por cento do PIB Estadual.

E nesse contexto, nós os produtores rurais e todos os segmentos do agronegocio devemos reagir, quebrando o “tabu de esquerda ou direita”, e esquecendo as velhas rixas entre a UDN e o PTB de Vargas que foram temas importantes no passado, porem incompatíveis na modernidade em que vivemos.

Pela irresponsabilidade e incoerência dos dirigentes partidários que em beneficio próprio negociam suas siglas, a grande maioria da atual representatividade político-administrativa perdeu toda a credibilidade.

Sendo o “carro chefe da arrecadação e da geração de empregos diretos e indiretos” o agronegocio do MS precisa eleger legítimos representantes, para então ser priorizado.

As estradas de Produção foram terceirizadas sem transparência publica e assim foi onerada a chegada dos Insumos e o escoamento dos produtos.

A Rede Ferroviária foi sucateada.

Sem política agrícola compatível com a produção primaria.

Sem Secretaria de Agricultura visível no Fomento a Produção.

Sem Frigoríficos confiáveis e com preços abaixo do custo de produção do gado gordo.

Soja e milho em baixa, também com preços abaixo do custo de produção.

Impostos e Taxas exorbitantes.

Assim, na participação e na coragem no sangue e no espírito dos jovens na Política, com Direito ao Pão Novo reside a esperança dos produtores rurais deste Sul do MS
injustiçado.

Nestes Novos Tempos, até o Comunista Dep. Federal Aldo Rabelo, Relator do Código Florestal Brasileiro declara que “assim vai o nosso Produtor Rural, notificado, multado, processado, embargado na sua propriedade, sentenciado, e mal consegue arrancar da Terra o seu sustento e o de sua família. Da cidade, o homem urbano olha com desdém e desprezo a sua labuta”.

Por tudo isso, quero acrescentar novamente que no Pão Novo representado pelos jovens Políticos depositamos nossas ultimas esperanças na Igualdade de Direitos e Obrigações.

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