Dentro de no máximo 30 dias, o governo paraguaio enviará a Ciudad del Este uma equipe técnica formada por representantes de diferentes setores, para debater, com os empresários locais, alternativas de futuro para a economia da segunda maior cidade do país.
De acordo com o Diário Última Hora, a visita da comitiva, que deve contar com nomes importantes como os ministros Dionisio Borda (Fazenda) e Francisco Rivas (Indústria e Comércio), é parte dos entendimentos logrados com a última visita, à cidade, do chefe de gabinete da Presidência, Miguel Ángel López Perito.
“Nós nos comprometemos a integrar uma equipe de técnicos para que se comece a trabalhar nestes temas e ver se podemos, depois, transformá-los em ações”, confirmou López Perito, em entrevista concedida à emissora de rádio La Voz del Este.
Uma das principais preocupações dos empresários locais é quanto ao futuro comercial da cidade, uma vez que, com a entrada em vigor da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, prevista para no máximo até 2020, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai adotarão alíquotas padronizadas de importação.
Tal padronização significa que, pelo menos em tese, chegará ao fim a vantagem de importar mercadorias asiáticas, através do Paraguai, para revenda no Brasil ou na Argentina, uma vez que os impostos para importação de produtos de terceiros países serão iguais em todos os membros do mercado comum.
Neste sentido, um dos planos mais ambiciosos para a região de Ciudad del Este é a atração de empresas internacionais para a montagem de um parque industrial na região, com o objetivo de produzir, localmente, produtos de alta tecnologia e que, por serem locais, cruzarão a fronteira com alíquota zero.
Durante o encontro, que ainda não tem data definida, porém, deve ocorrer no final de outubro ou primeira semana de novembro, os empresários locais esperam, também, receber detalhes sobre o andamento da “Lei dos Sacoleiros”, que cria, no Brasil, um regime tributário especial para os atuais sacoleiros.
Em vigor desde janeiro de 2009, tal lei, até agora, ainda não foi tirada do papel pelo governo brasileiro, sob argumentos de dificuldades técnicas e necessidades de adequação do espaço físico que abrigará a unidade responsável pelos despachos dos futuros microimportadores.
A expectativa é que a “Lei dos Sacoleiros”, que prevê alíquota de importação de 25% aos sacoleiros que formalizarem suas atividades com a abertura de microempresas dedicadas à importação, passe a funcionar no primeiro semestre de 2011.
Fonte: Sopa Brasiguaia

