Sem alardes, a Direção Geral de Estatísticas, Pesquisas e Censos (DGEEC), do Paraguai, divulgou em sua página na internet, no último final de semana, resultados que têm como base o ano de 2009 e revelam que a pobreza total no Paraguai recuou 2,8%.
De acordo com os dados, em 2008, 37,9% dos habitantes do Paraguai viviam abaixo da linha da pobreza, 19% dos quais, em situação de pobreza extrema. Em 2009, por sua vez, o índice de pobreza extrema manteve-se estável, enquanto que, a pobreza total, caiu para 35,1%.
O número de pobres é maior, segundo a DGEEC, no meio rural, onde 49,8% da população é considerada pobre, aumento de 1% no comparativo com 2008. Nas áreas urbanas, pobreza e pobreza extrema chegam a 24,7%, recuo de 5,5% em relação à medição anterior.
A desigualdade entre os meios urbano e rural, entretanto, é ainda mais alarmante do que parece: para cada morador em situação de pobreza na capital paraguaia, Asunción, há outros 12 com panorama igual ou pior nas áreas rurais do país.
Em 2010, a economia paraguaia alcançará seu maior crescimento (14,5%) desde que o Produto Interno Bruto (PIB) começou a ser medido, na década de 1950.
No entanto, Fernando Lugo, presidente do país, alerta para o problema da má distribuição de renda, que faz com que os ricos tornem-se cada vez mais ricos e, as camadas mais pobres, não desfrutem do progresso detectado no balanço geral da economia.
Por Guilherme Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com.br
