O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem (27) que o governo norte-americano vai colaborar com o príncipe herdeiro do Bahrein, Salman bin Hamad Al Khalifa, na busca pelo diálogo com a oposição. Segundo Obama, o diálogo deve ser aberto ao povo e apartidário.
Há quase duas semanas, o país vive dias de protestos gerados por manifestações contra o governo. Os manifestantes reclamam de preconceito contra os xiitas e da falta de oportunidades.
“Os Estados Unidos apoiam a iniciativa do diálogo nacional conduzida pelo príncipe Salman bin Hamad Al Khalifa e apoiam o processo que deve ser consequente, sem exclusão, apartidário e aberto ao povo do Bahrein”, disse Obama em comunicado.
O rei Hamad bin Issa Al Khalifa nomeou o príncipe Salman para conduzir o diálogo com a oposição. Mas esse diálogo ainda não começou porque os opositores pedem a demissão prévia do governo.
Depois de cerca de duas semanas de manifestações, Al Khalifa anunciou no sábado (26) uma reforma ministerial. Mas, para os manifestantes, a mudança é insuficiente. A oposição quer a instauração da monarquia constitucional e o fim da absolutista que está em vigor.
Ontem (27), o grupo xiita no Parlamento do Bahrein renunciou em bloco. Os 18 deputados do Partido Wefaq anunciaram a demissão após a violência que marcou os primeiros dias das manifestações populares em Manamá, exigindo o fim da monarquia dos Al Khalifa.
Em comunicado, o grupo xiita informou sobre a decisão. A polícia saiu às ruas, no sábado, mas as manifestações prosseguiram na Praça das Pérolas, no centro da capital. “Não fazemos mais parte dessa assembleia, que não apresentou qualquer protesto perante os massacres”, afirmam na carta os parlamentares xiitas.
Fonte: Agência Brasil
