Brasília – Com cerca de 29,1 milhões de habitantes, o Peru tem como desafios a redução da pobreza, a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e ações efetivas de combate ao narcotráfico. O país é o segundo maior produtor do mundo de cocaína depois da Colômbia. Há estimativas indicando que o narcotráfico representa de 2,5% a 6% do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil e o Peru mantêm um acordo de cooperação na tentativa de conter a ação de traficantes.
Especialistas afirmam que ocorre um momento de deslocamento das rotas do tráfico por meio da fronteira da cocaína. Estudos mostram que o cultivo da folha de coca na América do Sul se concentra principalmente na Colômbia, no Peru e na Bolívia. De acordo com os dados, quando o cerco se fecha em um destes países, a rota segue em direção à outra região.
Pelos dados da Organização das Nações Unidas (ONU), as áreas cultivadas com folha de coca aumentam gradativamente no Peru. Só em 2010 aumentou em 7%. Para a socióloga Cynthia Sanborn, a questão do tráfico foi menosprezada pelos candidatos à Presidência do Peru.
Sanborn levanta suspeitas sobre a presença de dinheiro do tráfico de drogas nas campanhas presidenciais. “Os dois [Ollanta Humala e Keiko Fujimori] têm colegas de legenda e financiadores de campanha acusados de serem traficantes ou lucrarem, ainda que indiretamente, com as drogas”, afirmou.
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Com informações da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa, e a BBC Brasil.
