03/08/2011 11h31 – Atualizado em 03/08/2011 11h31
Plano irá cortar cerca de 2,1 tri de dólares nos próximos dez anos para elevar limite de endividamento, atualmente em 14,3 tri de dólares
Brasil de Fato
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (02) o projeto de lei que eleva o teto da dívida e evita o calote do país. O plano, que foi elaborado de forma bipartidária pelos líderes do Congresso, irá cortar cerca de 2,1 trilhão de dólares nos próximos dez anos para elevar seu limite de endividamento, atualmente em 14,3 trilhões de dólares.
Na noite da segunda-feira (01), o projeto havia sido aprovado na Câmara dos Representantes por 269 votos a favor e 161 contra. Já nesta tarde, no Senado, a votação foi de 74 votos a favor e 26 contra. Horas depois, a medida foi sancionada pelo presidente do país, Barack Obama. “É um primeiro passo importante para que, como nação, vivamos de acordo com nossos meios”, disse o chefe de Estado.
A aprovação aconteceu no dia do prazo limite para a elevação após um processo “bagunçado e que levou muito tempo”, nas palavras do próprio Obama. Em pronunciamento no domingo (31), o presidente norte-americano anunciou a obtenção de um acordo prévio entre democratas e republicanos, que há semanas vinham divergindo sobre as propostas apresentadas.
O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, detalhou que a proposta prevê um corte de 917 bilhões de dólares nos gastos domésticos ao longo de dez anos, além da formação de uma comissão para definir mais 1,5 trilhão de dólares em redução de gastos até novembro. Boehner garantiu ainda que as novas medidas não implicarão no aumento de impostos aos mais ricos e às grandes corporações, conforme exigiram os republicanos.
Com isso, os EUA poderão pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios, que em maio atingiram a marca de 14,3 trilhões de dólares, valor máximo estabelecido por lei até então.
Corrida contra o tempo
A votação ocorrida na segunda-feira (01), foi a terceira em menos de duas semanas em busca da preservação da credibilidade norte-americana de bom pagador, já que caso o teto da dívida não fosse elevado os EUA ficariam sem dinheiro para pagar as dívidas, o que representaria o risco de calote, o primeiro da história do país.
A obtenção do acordo, mesmo não sendo a ideal tanto para os republicanos quanto pelos democratas, foi comemorada por Obama, que no domingo agradeceu ao povo norte-americano pelas “vozes, e-mails, twitts” que pressionaram os políticos.
Durante o pronunciamento, o presidente destacou que com isso “os EUA terão o nível mais baixo de gastos domésticos anuais desde que Eisenhower foi presidente”, mas advertiu que mesmo assim o “nível de cortes que permite fazer investimentos na criação de empregos, educação e pesquisa”.

