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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Mangueira emociona com “paradona” e enredo dedicado ao Carnaval carioca

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21/02/2012 10h03 – Atualizado em 21/02/2012 10h03

Fonte: Notícias UOL

Mantendo o foco na raiz do samba, a Estação Primeira fez uma reverência ao tradicional bloco carnavalesco Cacique de Ramos, que completou 50 anos em 2011, com o samba “Vou Festejar! Sou Cacique, sou Mangueira!”. A nata do samba carioca esteve presente: Beth Carvalho, Alcione, Jorge Aragão e Dudu Nobre. A ex-morena do Tchan Scheila Carvalho veio como madrinha das musas da escola e Renata Santos é a rainha da bateria.

A Mangueira entrou na avenida à 1h35, já na madrugada de terça (21), depois que São Clemente, União da Ilha do Governador e Salgueiro passaram pelo sambódromo. No domingo (19), sete escolas abriram o Carnaval 2012 no sambódromo carioca: Renascer de Jacarepaguá, Portela, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente, Porto da Pedra, Beija-Flor e Vila Isabel.

“A missão da Mangueira é unificar o Carnaval do Rio dividido em dois, o dos blocos e o do luxo grandioso, unificar o maior espetáculo da Terra à irreverência e descontração das ruas. O Cacique de Ramos é a cara do Rio e a paixão que o carioca tem pelas ruas. A Mangueira é madrinha do Cacique”, disse o carnavalesco Cid Carvalho.

Pela primeira vez Cid Carvalho assinou um enredo na Mangueira e se disse realizado. “Se eu me aposentar depois da Mangueira, vou me aposentar feliz e realizado. Era um sonho, independente da linguagem e da estética, todo carnavalesco deveria pelo menos uma vez ter a honra e o privilégio de desenvolver o Carnaval para a Mangueira, é único”, disse Cavalho, que apostou principalmente nas cores da escola, verde e rosa, para as fantasias e alegorias.

Para falar sobre o tradicional bloco, a escola, com 4 mil componentes, 50 alas e sete alegorias, fez um passeio pela história do Carnaval carioca.

Os sambistas Beth Carvalho e Jorge Aragão vinham ladeados de orixás em cima da alegoria que trazia a comissão de frente, representando um terreiro de candomblé com sua tamarineira, onde teria nascido o Cacique de Ramos.

Por volta de 20 minutos de desfile, a bateria fez uma parada de cerca de 2 minutos, que durou toda a extensão do samba e fez o público cantar junto com a escola. Antes, a escola já havia feito uma primeira paradinha, mais curta e não-programada, causada por um problema no carro de som, que logo foi resolvido. Em outros momentos do desfile, os sambistas Alcione e Dudu Nobre, destaques de uma alegoria que representava uma roda de pagode, deram palhinhas em plena avenida, cantando o samba da escola.

O carro abre-alas, “Sou Cacique, Sou Mangueira”, resumia o enredo, trazendo o surdo símbolo da Estação Primeira e um enorme cacique. Na parte de trás, o Palácio do Samba, como é conhecida a quadra da mangueira.

O segundo carro, “Praça Onze – A Pequena África de Tia Ciata” iniciava a viagem pelo Carnaval carioca, começando pela Praça Onze, o berço do samba na cidade. A fantasia da ala das baianas também fez menção à famosa Tia Ciata, que reunia em sua casa grupos de sambistas.

Em momento marcante do desfile, a bateria parou e deu espaço para a apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rafael e Marcela Alves, que veio representando o bloco homenageado e seu rival, o Bafo de Onça: ele de cacique e ela de onça.

A fantasia da rainha de bateria Renata Santos também reverenciava os dois blocos, com uma índia que se transformava em onça no meio da avenida.

Pierrôs e colombinas ocupavam o baile de máscara em cima de uma carruagem em forma de cisne no carro “Folia da Elite Carioca”, terceira alegoria da escola, lembrando as grandes sociedades, corsos e bailes da elite carioca.

A festa da Penha, considerada até a década de 1930 a segunda maior festa do Rio, foi o destaque do quarto carro, “Festa da Penha, a Festa do Samba”. “Tinha o Carnaval e a festa da Penha, onde a primeira geração de sambistas caía na folia. Enquanto a elite subia as escadarias (da igreja da Penha) para rezar, os negros faziam um verdadeiro Carnaval. O samba era marginalizado”, ressaltou Cid. A alegoria trazia atores negros embaixo e brancos em cima, simbolizando a separação social.

As alas seguintes representaram os antigos blocos cariocas que deram origem a escolas como Portela, Estácio de Sá e à própria Mangueira.

O quinto carro alegórico destacou o Bafo da Onça, o bloco rival do Cacique. A onça veio sentada em um trono. Já o sexto carro carro, todo em tons de verde, representava o orixá Oxossi, protetor das matas, e a tamarineira sob a qual o Cacique de Ramos foi criado.

A alegoria que fechou o desfile da verde e rosa fez uma brincadeira com o “samba em Marte”. Segundo lembrou o carnavalesco, em 1997, a NASA enviou uma missão não tripulada à Marte e escolheu a música “Coisinha do Pai”, popularizada por Beth Carvalho, para acordar o robô”. “A música é de Jorge Aragão e do Cacique de Ramos. Fazemos uma brincadeira para reafirmar que o nosso samba pode agonizar, mas jamais vai morrer”. Nesta última alegoria, a escola levou para a avenida uma nave espacial chegando com o “bonde do Cacique a Marte”, acrescentou.

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