29/02/2012 17h20 – Atualizado em 29/02/2012 17h20
Professores da rede municipal de Amambai decidem por contraproposta de reajuste salarial à Prefeitura
Da Redação
Os trabalhadores em Educação da rede municipal de Amambai reunidos na manhã desta quarta-feira (29) em assembleia realizada pelo Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) decidiram apresentar uma contraproposta de reajuste salarial à proposta do executivo municipal.
Atualmente, os professores da rede municipal de Amambai recebem um piso de R$ 635,53 para 20 horas/aula e de R$ 1.271,06 para 40 horas/aula, sendo que o piso nacional e o estadual são de R$ 1.451,00. Este foi o valor proposto pela Prefeitura de Amambai.
Com o piso proposto, os professores terão seus salários equiparados em 14,1%. Segundo os trabalhadores em Educação, o reajuste não é aumento salarial e sim uma equiparação salarial, já que os salários estavam defasados em relação ao piso de R$ 1.451,00, valor mínimo para os professores de todo o Brasil.
Além da equiparação salarial, os profissionais reunidos em assembleia contrapropõem que seja dado à categoria o mesmo reajuste que será feito aos salários do funcionalismo público municipal e que o piso seja pago retroativo desde janeiro deste ano e não somente a partir de 1º de março como havia sido proposto.
Sobre a destinação de um terço da carga horária para horas atividades, os trabalhadores em Educação da rede municipal de Amambai concordaram com a proposta do executivo municipal que metade deste valor seja incorporado em julho deste ano e a outra metade em janeiro de 2013.
A contraproposta será apresentada à Prefeitura Municipal através do Simted.
Paralisação Nacional
No segundo momento da assembleia, já com a participação dos trabalhadores em Educação da rede estadual de ensino de Amambai, foi discutida a participação no Movimento Nacional da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) que acontece nos dias 14, 15 e 16 de março.
Este movimento reivindica, além do piso nacional de R$ 1.451,00, o cumprimento integral da lei que determina que 1/3 da jornada seja destinada para a hora atividade, a aprovação do Plano Nacional da Educação e a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação.
A assembleia em Amambai decidiu pela adesão ao movimento. Durante três dias, os trabalhadores em Educação participam de diversas atividades e não deverá haver aula nas escolas da rede estadual e da municipal.
Para a professora Olga Tobias, presidente do Simted, o momento é de união. “Temos que mostrar forças, estar mobilizados, o Brasil inteiro nesse momento está preparando a mobilização”, falou a sindicalista.
Programação
No dia 14, haverá mobilização no município, com concentração na praça Cel. Valêncio de Brum, panfletagem, faixas e tenda.
No dia 15, uma caravana de professores de Amambai participa em Campo Grande de passeata. Trabalhadores em Educação de todos os municípios de Mato Grosso do Sul se concentram na capital do Estado fortalecendo o movimento nacional.
E, no dia 16, o Simted promove em sua sede discussão sobre o Plano Nacional da Educação.
Avaliação
Segundo Olga, a assembleia foi produtiva e a discussão foi unida e democrática. “Discutimos todos os propostas, houve a adesão ao movimento, fizemos uma contraproposta e agora o sindicato vai retornar à mesa de negociação”, disse ela.
A sindicalista explica ainda que em 2011 o piso dos professores da rede municipal de Amambai esteve acima do piso nacional. Foi a partir de janeiro que houve a defasagem. Os salários do professores de Amambai estavam cerca de 7% acima do piso nacional e que é aproximadamente este percentual que a categoria espera ter seus salários reajustados.

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