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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Museu José Alves Cavalheiro de Amambai, resgatando a história do município

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18/05/2012 15h32 – Atualizado em 18/05/2012 15h32

Fernanda Moreira / Da Redação

O Museu de Amambai, José Alves Cavalheiro, completa este ano cinco anos de história e luta para manter vivas as lembranças do município através de objetos, fotos e livros.

O museu funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, no período da tarde, e atualmente conta com duas pessoas para cuidarem de seu acervo e fazer o atendimento ao público. Segundo o administrador e responsável pelo museu, Almiro Pinto Sobrinho, antes o trabalho de cuidar de todo o museu era dele, mas pelo fato de ter assumido a coordenação do Hospital Regional de Amambai, não pode mais dedicar seu tempo ao museu. “Agora, quem cuida mais do acervo e cuidados do museu é minha esposa, Anita, e Elenice, que cuida da parte de limpeza do local”, conta ele.

Para Almiro, o objetivo do museu é mostrar a história de Amambai através dos objetos que são doados, fotografias e livros. O museu conta hoje com mais de 300 peças em seu acervo. “As peças são doadas pelas pessoas, muitas vezes, quando recebemos visita de alunos, eles contam em casa que foram ao museu e depois alguém sempre traz uma peça nova, que é catalogada e guardada. O que mais recebemos é visita de alunos das escolas de Amambai, mediante pedido e agendamento por parte dos professores, eles vêm, conhecem a história das peças, perguntam e fazem trabalhos”, explica Almiro.

O museu José Alves Cavalheiro é cadastrado no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mesmo sendo particular, porém, não conta com apoio governamental. Atualmente conta com um acervo de livros que pode servir de matéria para pesquisas de trabalhos, mas, segundo Almiro, essa forma de pesquisa está sendo deixada de lado pelos jovens. “Hoje quase tudo é pesquisado somente na internet, poucas pessoas se interessam em pesquisar em livros mesmo”, diz.

Segundo Almiro, o museu passará por uma reorganização mediante verba que será liberada pelo Fundo de Investimento à Cultura do Mato Grosso do Sul, então, serão catalogadas todas as peças e livros e uma nova marcação nas exposições fixas. “Quero organizar de maneira que, ao expor a peça, tenha ao lado uma ficha com o nome de quem doou e a história da peça, com isso, espero que o número de doações recebidas aumente”, conta ele.

Quanto às exposições realizadas pelo museu, Almiro conta que se baseia em datas comemorativas para organizá-las. “Procuro comemorar as datas como o Dia da Fotografia, Dia do Livro entre outras, para promover o que nós temos para expor. Por exemplo, na semana comemorativa do aniversário da cidade, fazemos uma apresentação da história de Amambai, com fotos antigas de prédios públicos com sua história, fotos das famílias fundadoras do município, entre outras peças”, diz ele.

Falta de apoio e divulgação

Para Almiro, o maior problema encontrado é a falta de divulgação do museu. “O certo seria haver placas na cidade divulgando a existência do museu, como se encontram em cidades maiores, mas é um custo que eu não posso arcar sozinho. Tem pessoas em Amambai que não sabem que existe esse museu”, se queixa Almiro.

“Uma ideia que tínhamos era cobrar entrada, mas isso não vale a pena, pois não são muitas pessoas que visitam. Não temos telefone nem internet, são gastos a menos, a manutenção é feita por mim e pela minha esposa. Eu tenho esperança que, com a reorganização do museu desperte o interesse das pessoas, tanto para visitação quanto para doação de peças”, finaliza Almiro.

Mesmo sendo um empreendimento de pequena proporção, o Museu José Alves Cavalheiro merece mais atenção da população amambaiense e principalmente, das autoridades municipais, para que não feche suas portas, para que continue sendo um marco da história e cultura do município.
O Museu de Amambai está localizado à Rua General Câmara, nº 527, no centro de Amambai.

Fachada do Museu José Alves Cavalheiro em Amambai. Foto: Moreira Produções.

O adminstrador e responsável pelo museu de Amambai, Almiro Pinto Sobrinho. Foto: Moreira Produções.

Parte do acervo do Museu José Alves Cavalheiro de Amambai. Foto: Moreira Produções.

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