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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Indisciplina na escola é tema de seminário promovido por Unopar/Celq

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19/05/2012 11h55 – Atualizado em 19/05/2012 11h55

Seminário sobre indisciplina da Unopar/Celq reúne profissionais da educação em Amambai

Fernanda Moreira / Da Redação

Visando debater sobre o problema da indisciplina no ambiente escolar e buscar soluções plausíveis para casos onde alunos cometem atos de indisciplina ou até mesmo infrações dentro da escola é que a Universidade Norte do Paraná (Unopar), por intermédio do Polo Presencial Conectado de Amambai (Colégio Celq), organizou na manhã deste sábado (19) na Câmara de Vereadores de Amambai, um seminário com o tema: “Indisciplina na Escola: possibilidade de reflexão para a gestão pedagógica”.

Foram palestrantes durante o seminário os promotores de Amambai, Etéocles Brito Junior e Manoel Pinho respectivamente da 1ª e 2ª Varas de Justiça do município. A primeira palestra foi sobre Indisciplina, com o promotor Manoel Pinho que explicou aos presentes os principais motivos que podem levar os alunos, sejam crianças e adolescentes, a cometer atos de indisciplina ou infrações no ambiente escolar.

“A indisciplina pode ou não se transformar em um ato de infração, dependendo do que o aluno fizer. Ofender o professor é um ato de indisciplina, mas se essa ofensa se transforma em ameaça ou difamação, é um ato infracional”, explicou o promotor.

“A diferença entre um ato e outro depende do contexto em que se encaixa, enquanto o ato cometido não se encaixa no âmbito judicial, a responsabilidade de punição é da escola, por exemplo, quando o aluno faz algo que vai contra o regimento interno da escola, é obrigação da mesma buscar a melhor forma de punição, seja advertência verbal ou escrita, suspensão ou até mesmo expulsão.

Mas quando o ato é infracional, quando, por exemplo, o aluno leva uma arma para a escola, ou é pego com drogas na mochila, esse é um ato criminal, que deve ser levado ao conhecimento das autoridades policiais”, frisou Manoel.

O promotor Manoel explicou ainda que cada ato, seja ele de indisciplina ou infração à lei, precisa ter um acompanhamento especial. “É preciso agir de acordo com cada caso, diante do ato cometido, uma punição será aplicada, sendo que para crianças até 12 anos, é responsabilidade do Conselho Tutelar, já medidas socioeducativas só podem ser aplicadas por um juiz. O que os professores e coordenadores precisam fazer é orientar seus alunos a promover uma cultura de paz no ambiente escolar”, finalizou ele.

Já o promotor Etéocles Brito Junior, da 1ª Vara de Justiça de Amambai discorreu sobre a Cidadania na Adolescência, e os problemas encontrados na atual sociedade tecnológica, que tira os jovens do contato social para ‘prendê-los’ no mundo virtual. “Está havendo uma inversão de valores e um esquecimento dos valores familiares em virtude dos avanços tecnológicos, com isso, o adolescente perde sua cultura social e acaba se prendendo no mundo virtual”, comentou Etéocles.

“Hoje, o fluxo de informação é muito rápido, os jovens pensam muito rápido, e as vezes, sua maturidade não acompanha seu raciocínio, e não há como refrear essa evolução, o que os pais devem fazer é buscar ao máximo estarem abertos ao diálogo com seus filhos”, disse o promotor.

Para Etéocles, a mudança deve ser feita na forma de abordar os assuntos com os filhos, criando diálogos saudáveis, resgatando a amizade na relação, ensinar os filhos diante dos erros, não só com briga, mas com conselhos e bom exemplo. Além disso, saber dizer ‘não’ e preparar o adolescente não só para o sucesso, mas também para o fracasso.

“Quando se prepara o jovem para lidar com problemas, não há necessidade de mentir para protegê-lo, o jovem vai passar por decepções na vida e ele precisa estar pronto para lidar com elas, o papel dos pais é esse, fazer o filho estar preparado para enfrentar frustrações e vitórias, um aprendizado que fará dele um adulto mais confiante e menos indisciplinado”, completou Etéocles.

Após as palestras os promotores responderam dúvidas dos presentes, demonstrando sempre em âmbito judiciário, a melhor maneira de lidar com indisciplina no ambiente escolar.

Estiveram presentes no seminário diversos diretores das redes municipal e estadual de educação de Amambai, a secretária de educação do município, Zita Centenáro, os diretores do Colégio Celq, Maria Helena Rozim Barbosa e Christiano da Silva Botolotto além de professores e profissionais da educação de Amambai. O evento foi organizado pelo professor Ailton Salgado e Unopar/Celq.

O promotor Manoel Pinho. Foto: Moreira Produções.

O diretor administrativo do Colégio Celq, Christiano Bortolotto e o coordenador do seminário, professor Ailton Salgado. Foto: Moreira Produções.

O promotor da 1ª Vara da Justiça de Amambai, Etéocles Brito Junior. Foto: Moreira Produções.

Professores e diretores de escolas das redes municipal e estadual de Amambai estiveram presentes no seminário organizado pela Unopar/Celq. Foto: Moreira Produções.

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