01/08/2012 11h35 – Atualizado em 01/08/2012 11h35
Aroeira resistiu décadas de ameaças de uma serraria e agora pode ser derrubada para a abertura de uma rua em Dourados
Fonte: Dourados News
Enquanto os ambientalistas formatam a nova lei que cria o Plano de Arborização de Dourados uma Aroeira com cerca de cinquenta anos de idade pode ser derrubada para dar lugar a abertura de uma rua no Jardim Inglaterra, um loteamento lançado recentemente que está incrustado entre a Vila Industrial e o bairro João Paulo II.
A imponente aroeira que serviu de sombra para as peraltices da infância de Estefânio Moreira Lopes durante praticamente toda a sua existência “viveu” no pátio de uma serraria fechada há alguns anos. “Ouvindo” o vaivém das serras tico-tico e insuportável e desagradável som da “serra fita”, a Aroeira está lá: mais viva que a Toca de Assis instalada num terreno doado pelo dono da antiga serraria.
Passadas estas décadas, a serraria fechou, os caminhões lotados de toras desapareceram e Estefânio continua sentado num banquinho vendo a Aroeira e o farfalhar de suas folhas. Parasitas verdes abraçam a árvore e sobrevivem de sua seiva. Mas a Rua Paissandu singra o horizonte e como a Nau Capitania quer seguir para se unir a outros “mares” betuminosos.
A Rua Paissandu precisa ser aberta num trecho de quase trezentos metros, pois um loteamento foi aberto na área onde existia a Serraria e por isso a Aroeira está praticamente condenada à morte.
Os incorporadores do Jardim Inglaterra, poderiam demonstrar um ato de nobreza e salvar a Aroeira assim como aconteceu com as árvores que já existiam na Rua Ponta Porã, no Jardim Girassol. O bairro e o asfalto chegaram e as árvores permaneceram no meio da rua. Ficou lindo. Assim poderia também acontecer na Paissandu.
E, finalmente, como a Aroeira fica em frente a um vasto terreno deixando pela imobiliária dona do Jardim Inglaterra como “área institucional”, bem que o próprio Poder Público se responsabilizasse em “salvar” a árvore que diz com sua sombra que quer continuar vivendo.

