8.9 C
Dourados
domingo, 10 de maio de 2026

Vai um cafezinho? Até o final do século pode não ter mais

- Publicidade -

15/11/2012 11h25 – Atualizado em 15/11/2012 11h25

Fonte: Planeta Sustentável

O café ajuda a movimentar a economia – afinal de contas, uma dose forte logo pela manhã predispõe as pessoas à produção. Ele é de maneira geral barato e pode ser encontrado em milhões de esquinas em todo o mundo. Mas com o aquecimento do planeta, isto pode acabar, ou os consumidores irão ficar à mercê de novas variedades.

O mundo produziu em 2011 quase 150 milhões de sacas de café, com um crescimento de 9.3% em relação ao ano anterior. Isto se deveu principalmente à colheita maior no Brasil, que produz quase um terço do que se consome globalmente. Uma crise no setor provocaria efeitos sensíveis em nossa receita de exportações e problemas para os produtores voltados ao mercado doméstico. E ela está se avizinhando.

Conforme informa a Reuters, o café arábica está ameaçado de extinção em 70 anos por causa do aquecimento global, o que vai significar um risco à sustentabilidade de uma das commodities mais básicas do planeta.

Claro que vai se poder cultivar plantações desenhadas para as condições corretas, mas especialistas afirmam que a perda da variedade, que tem maior diversidade genética, tornaria mais difíceis para as plantas sobreviver a ameaças de longo prazo como pestes e doenças.

Um estudo feito por pesquisadores do Jardim Botânico Real em Kew Gardens, Inglaterra, em colaboração com cientistas da Etiópia, descobriu que 38% a 99.7% das áreas apropriadas para o cultivo do arábica irão desaparecer até 2080, se as previsões de aumentos de temperatutas se concretizarem.

Como o café é uma planta altamente dependente do clima, um aumento de poucos graus na temperatura média em regiões de plantio pode colocar em risco não apenas o cultivo mas a sobreviência de milhões de pessoas ligadas à atividade. Aaron Davies, chefe de pesquisa de café no Jardim Botânico britânico, acredita que a perspectiva é preocupante.

Os pesquisadores usam modelos de computador para analisar a influência do aumento de temperaturas na distribuição geográfica do café arábica. Os resultados, publicados no PLOS ONE, mostraram o número a a extensão das populações da planta. Segundo Davies, as projeções são conservadoras, uma vez que a modelagem não levou em conta o desflorestamento de grande escala que ocorre agora na Etiópia e no Sudão do Sul, produtores importantes.

Há outros fatores que podem contribuir com o problema, como pestes e doenças, mudanças no tempo de floração e talvez uma redução no número de pássaros, que dispersam as sementes. Estes fatores também não foram incluídos no estudo.

O café arábica responde por pouco mais de 60% da produção mundial do produto, com um valor de cerca de U$ 16 bilhões no atacado.

Foto: jphilipg / Creative Commons

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

9 de maio – dia da Europa

- Publicidade-