05/06/2013 08h40 – Atualizado em 05/06/2013 08h40
Fonte: WWF Brasil
A bacia hidrográfica do Rio Tapajós abrange 6% do território nacional e abriga aproximadamente um milhão de pessoas. Dos seus 50 milhões de hectares 22% já estão degradados e 42% se referem a unidades de conservação ou terras indígenas. A degradação pelo avanço da agropecuária é mais acentuada nas cabeceiras dos rios Juruena e Teles-Pires que são os formadores do Rio Tapajós. Para os sistemas aquáticos destaca-se a degradação pela mineração ilegal nas cabeceiras do Rio Jamanxin, tributário do Tapajós, e no baixo Tapajós. É diante deste quadro já preocupante que se insere o avanço do desenvolvimento hidrelétrico na região onde estão previstas a construção de 42 barragens.
Com este pano de fundo será realizado neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, na sala Crisantempo (SP), das 19h às 22h, o debate do futuro do Tapajós e que reunirá lideranças indígenas Borari, Munduruku, Arapiuns e Tapajós e representantes das ONGs ISA e WWF, além do professor Célio Bermann.
Os objetivos são promover o diálogo sobre os impactos ambientais e sociais e construir uma plataforma de entendimento comum para toda a região. Para isso serão apresentadas análises, vídeos e depoimentos. Promovido pela Sala Crisantempo em parceria com a Associação de Artes Curativas Himalaia Amazônia Andes (AACHAA) e introduzido pelo Lama Michel Rimpoche, presidente da Fundação Lama Gangchen para Cultura de Paz, o evento vai contribuir para construir uma compreensão sobre a realidade da Amazônia na atualidade e a necessidade de se buscar o entendimento e diálogo para a implementação de um modelo de desenvolvimento sustentável real e inclusivo, com respeito aos povos e culturas locais.
As discussões também serão a base para um documento capaz de representar o genuíno interesse daqueles cuja vida futura depende do exercício pleno de seus direitos de serem ouvidos.

