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sábado, 9 de maio de 2026

Semac finaliza índice que revela condição da preservação ambiental em MS

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26/07/2013 14h12 – Atualizado em 26/07/2013 14h12

Fonte: Notícias MS

Campo Grande (MS) – Está praticamente finalizado o IAD/MS (Índice Ambiental de Desenvolvimento MS), estudo que vai revelar as condições da preservação ambiental de todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Nesta sexta-feira (26), às 8h, no auditório da Semac (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia), um resumo da publicação será apresentado a um grupo de 35 técnicos que colaboraram diretamente na elaboração do Índice, mas só em outubro o estudo completo estará à disposição do público.

O IAD/MS resulta de quatro anos de estudos elaborados pela equipe técnica da Semac, sob responsabilidade do secretário Carlos Alberto Negreiros Said de Menezes. A condução dos trabalhos ficou a cargo da CPPPM (Coordenadoria de Pesquisas, Planos, Projetos e Monitoramentos), que tem como responsável Zaida de Andrade Lopes Godoy, doutorando em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento, e foi gerenciado pela Dra. Maria Helena Pereira Vieira, gerente executiva da Superintendência de Planejamento da Semac.

O IAD/MS é a dimensão ambiental do Índice de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul (IDS/MS), um parametrizador que aborda, ainda, as dimensões social, econômica e institucional do Estado. O IDS servirá para monitorar e avaliar as ações implementadas dentro do Plano de Desenvolvimento Regional de Mato Grosso do Sul (PDR-2030). Para efeito de planejamento, Mato Grosso do Sul foi dividido em nove regiões: Campo Grande, Grandourados, Bolsão, Norte, Pantanal, Sudoeste, Leste, Cone-sul e Sul-fronteira.

Zaida Godoy explica que os indicadores de desenvolvimento sustentável são fundamentais para monitorar e avaliar as ações governamentais orientadas pelo PDR-2030. O indicador ambiental tem um papel preponderante porque condiciona as políticas públicas em conformidade com a postura do município no tocante à conservação do meio ambiente.

Antes de se iniciar a elaboração do Índice foi necessário desenvolver os estudos subsidiários: o Caderno Geoambiental das Regiões de Planejamento de Mato Grosso do Sul, o Caderno de Indicadores Dimensão Ambiental, Geoambientes da Faixa de Fronteira e Indicadores Ambientais da Faixa de Fronteira. Cada uma dessas publicações demandaram anos de estudos e reúnem informações técnicas em mais de 1.400 páginas.

Temas e variáveis

Para efeito da avaliação estão sendo consideradas 21 variáveis dentro dos temas: Biodiversidade, Água Doce, Terra, Atmosfera e Saneamento. Dentro do tema Biodiversidade considera-se a área de conservação ambiental existente no município, sejam parques, reservas, área de uso sustentável e terras indígenas. No tema Água Doce analisa-se o índice de qualidade da água e matas ciliares dos rios do município. No tema Terra, a área de desmatamento e focos de queimadas. No tema Atmosfera, a qualidade do ar e no tema Saneamento, o acesso ao sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

As informações sobre a situação de cada um desses temas foram reunidas de 32 fontes, classificadas na publicação como parceiros. Os principais parceiros são o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Ministério do Meio Ambiente e Universidades.

O cruzamento de dados de cada variável permite classificar os municípios, dentro de cada índice, como Baixo, Médio ou Alto. Por exemplo: quanto mais área preservada (proporcionalmente à área territorial total), maior o índice na variável Biodiversidade. Já o município que apresenta muitos focos de queimadas e área elevada de desmatamento terá índice baixo na variável Terra.

Maria Helena Pereira Vieira, gerente executiva da Superintendência de Planejamento da Semac, explica que outra forma de classificar os municípios quanto às condições da preservação ambiental é dividi-los em grupos. No Grupo 1 estão municípios que atingiram no mínimo 5 índices altos, do total de seis variáveis. No Grupo 2 ficam os municípios com no mínimo 4 índices altos, e assim sucessivamente, até o Grupo 5, que reúne municípios com apenas 1 índice alto.

Com base nesses índices o governo vai orientar as políticas públicas para cada município, considerando em qual aspecto é preciso melhorar para se chegar a uma condição satisfatória de preservação ambiental, em consonância com o desenvolvimento sustentável.

Semac finaliza índice que revela condição da preservação ambiental em MS

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