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domingo, 10 de maio de 2026

11 de agosto – Dia do Estudante

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09/08/2013 14h39 – Atualizado em 09/08/2013 14h39

Fonte: Da Redação

O Dia do Estudante é comemorado em 11 de agosto, a mesma data em que foram instituídos os dois primeiros cursos de Ciências Jurídicas e Sociais do Brasil, por Dom Pedro I, no século XIX. Em razão dessa marcante decisão, Celso Gand Ley, cem anos após a criação desses cursos, em 1927, indicou a data para se tornar o Dia do Estudante.

No Brasil, a educação é um problema social, pois não atende a demanda da quantidade de crianças e jovens que deveriam ingressar nos estudos. As escolas não possuem estrutura física adequada, além de faltar muitas vagas, fazendo com que um grande número de crianças e adolescentes não tenham a oportunidade de estudar.

A educação é uma responsabilidade dos governantes e está na Constituição do nosso país, mas ainda está muito deficitária, com professores mal remunerados e um ensino de pouca qualidade. Tudo isso favorece a evasão e a repetência escolar.

Um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no Brasil, abandona a escola antes de completar a última série. É o que indica o Relatório de Desenvolvimento 2012, divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Com a taxa de 24,3%, o Brasil tem a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), só atrás da Bósnia Herzegovina (26,8%) e das ilhas de São Cristovam e Névis, no Caribe (26,5%).

Em um bate-papo com alguns alunos da escola estadual Coronel Felipe de Brum, Welisson Saraiva, Rodrigo Nascimento, Carlos Bruno do 2º ano do ensino médio e Gabriel Machado do 9º ano do ensino fundamental, estes contam alguns dos motivos, entre eles bons e ruins, que levam alunos a desistirem da escola.

“Alguns tem sim motivo para desistir, outros desistem sem motivo dizendo que vão trabalhar, mas a família não precisa de dinheiro”, conta Rodrigo Nascimento.

“Tem muita gente que desiste por morar na área rural também, é uma grande dificuldade”, explica o aluno Welisson Saraiva.

“Desistir por não gostar de estudar, ou pra jogar videogame em casa, não vale a pena”, diz Carlos Bruno.

“Se tem gente que estuda e trabalha, por que esses alunos não podem fazer o mesmo?”, conclui Gabriel Machado.

“Meu vizinho desistiu porque precisava de dinheiro, ele mora na fazenda, mas isso não é motivo para desistir, é preciso ir até o final”, diz Wanderson Jesus Ferreira Resende, aluno da escola e morador rural.

Ele conta que uma das coisas que mais gosta de fazer é vir para escola e que não consegue entender como alguém consegue desistir de algo tão bom.

“Deveriam tentar pelo menos estudar a noite, quem tem a oportunidade, porque o pessoal da fazenda não tem locomoção”, conclui o estudante.

Deise Taila Miranda Martins cursa o 8º ano e conta que para ter um futuro precisa dos estudos. “Eu tinha um amigo que faltava muito, pouco a pouco ele foi desistindo da escola e isso foi errado, pois nossa intenção vindo à escola é mais importante do que dormir”, conta ela.

Dados da escola contam que a maioria das desistências acontecem no período noturno, acarretadas pelo desestímulo dos alunos de terem trabalhado o dia todo em outros afazeres.

“Nós passamos para eles que nossa intenção é não produzir a miséria, aceitando a realidade de cada um e mostrando que eles podem ser ainda melhores e diferentes dos outros”, conta Jesudete Nascimento, coordenadora pedagógica.

Ela ainda conta que o auxílio da escola em meio aos alunos da área rural é de grande valia, devido ao apoio e entendimento prestado por conta de ônibus e pela agravante de casos de desistência por meio destes.

Alunos da escola municipal Antônio Pinto da Silva.

Alunos da escola estadual Coronel Felipe de Brum.

Wanderson Jesus Ferreira Resende, aluno da escola e morador rural.

Deise Taila Miranda Martins cursa o 8º ano.

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