19/08/2013 10h12 – Atualizado em 19/08/2013 10h12
Fonte: Da Redação
O Dia do Artista do Teatro é celebrado no Brasil em 19 de agosto. Apesar de não ser muito conhecida, a data não é apenas uma homenagem ao ator, mas a todos aqueles que trabalham nesta arte: aquele que cria a história, o que dirige os atores, o responsável pela iluminação, pelo som ou pela parte cênica, todos aqueles que estão envolvidos, de alguma forma, no processo de representar perante o público.
Amambai conta hoje com um grande número de acadêmicos do curso de Artes Cênicas da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), entre eles, alguns realizam, tanto em Dourados, quanto na cidade de Campo Grande, peças de teatro pelo grupo CoMover, formado pelos acadêmicos de 4º ano de Amambai, Maracaju e Dourados, onde falam sobre coisas e detalhes que os movem. “A intenção do CoMover é provocar as pessoas a pensarem no ‘quê as move’, uma pergunta que originou não só o nome do grupo, mas todo o processo criativo, durante uma disciplina de Técnicas e Poéticas do Corpo. Ações do nosso cotidiano, que transformamos em poéticas da arte”, conta Dheime Winter, acadêmica amambaiense.
O espetáculo InterVir foi apresentado no Teatro Municipal de Dourados e em Campo Grande, no I Adoce: Arte Docência da UEMS de Campo Grande, e os artistas buscam parcerias para trazê-lo até Amambai.
“Me considero um artista de teatro, pois eu amo o que eu faço e busco sempre aprender cada vez mais. O corpo é muito significativo, ele tem uma linguagem linda e o teatro abre portas para essas linguagens, como também às outras artes”, conta Ademir Martins, acadêmico do sétimo semestre de Artes Cênicas.
Quando questionado sobre o que é ser um artista de teatro, Ademir responde: “Artista de teatro busca o imexível, o poético, o encanto do sorriso ao drama, conhecer o que a arte pode transformar poeticamente, afinal a arte é encantadora e a gente busca com a nossa arte a transformação, ela pode ser vista de várias formas e eu acredito que a arte está em todos os lugares, ela é viva”.
Ele conta que sempre gostou muito de música e dança, fazia teatro na igreja, que sempre gostou dessa área artística. “Meus amigos sempre falavam para eu fazer este curso, porque eu tinha jeito e que eu ia me dar bem, quando entrei fiquei com certo receio, mas a cada dia que passa eu me apaixono mais e quero cada vez aprender mais e mais sobre a arte”, conta ele.
“Ser artista, é uma profissão que se pode ter total liberdade. Liberdade de criação, liberdade para aceitar as diversas artes. Fazer teatro é “provocar” o público a serem críticos, críticos perante a sociedade, perante a vida social, etc. Usar da arte para formar visões críticas. Muitas pessoas cometem um grande erro ao pensar que arte é só para entretenimento. Arte é Expressão”, conta Dheime.
Ambos os artistas publicaram na última semana um vídeo chamado “Memórias Amarelas”, que foi gravado no campo de girassóis de uma fazenda, na saída de Amambai, rodovia que faz ligação à Caarapó.
“Nossa intenção era mostrar um pouco sobre vídeo arte, todo ambiente se pode fazer arte, não é apenas em cima de um palco que um artista pode se expressar. No caso do campo de girassóis, era um ambiente onde todos passavam e tiravam fotos, mas não paravam pra pensar qual o significado que aqueles girassóis poderiam ter. A nossa proposta foi justamente esta, fazer com que as pessoas olhassem com outros olhos as pequenas coisas do dia a dia”, diz Dheime.
Como dica para os futuros artistas de teatro, Ademir diz “busquem a arte, ela é cativante, inexplicável, linda e transformadora, nos prestigiem, pois fazemos arte e ela é pra vocês” e conta que vai comemorar o Dia do Artista de Teatro fazendo arte.



