28/08/2013 14h34 – Atualizado em 28/08/2013 14h34
Fonte: Rodrigo Costa de Souza / Da Redação
Amambai (MS) – A 25 dias do início da primavera, o frio que já parecia ter ido embora voltou com toda a força em várias regiões do Brasil, inclusive na região sul de Mato Grosso do Sul, em especial, em Amambai, que tem registrado uma das menores temperaturas do Estado.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o frio deve continuar em Amambai por alguns dias. Nesta madrugada de quarta-feira (28), a baixa tempratura fez os termômetros da cidade crepúsculo marcarem -1,8º e amanhã (29) pode ocorrer geada. No decorrer do final de semana, está previsto o aumento da temperatura, porém o Inmet alerta por madrugadas frias.
Esta madrugada foi fria na cidade de Bela Vista, que marcou a temperatura mais fria do Estado, com -2,5º, logo após veio Amambai, com -1,8º, e, para fechar a madrugada fria, os termômetros de Sidrolândia também marcaram temperatura negativa de -0,6°.
O Inmet diz que não existe previsão de chuva para a região de Amambai e prevê que no domingo (1º) pode chover isoladamente no sul e sudoeste do MS.
A forte massa de ar seco associada a um centro de alta pressão e às temperaturas elevadas promovem a baixa umidade do ar
com mínimas podendo baixar 20%.
Geada prejudica agropecuaristas
Com o frio intenso, as pastagens, que são as principais fontes de alimentos para o gado, secam. Por isto, esta é uma época em que os produtores rurais vendem seu rebanho.
Devido à geada, o pasto perde a qualidade e, caso chova, o pasto apodrece e não é possível aproveitá-lo.
Segundo informações da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) sobre o mercado de reposição em Mato Grosso do Sul, houve recuo para todas as categorias pesquisadas, exceto para o boi magro anelorado (12 arrobas), que está cotado em uma média de R$ 1.200,00 a cabeça. Considerando todas as categorias pesquisadas no Estado, a queda foi de 1,5%.
As geadas que ocorreram no Paraná diminuíram a movimentação no mercado de reposição. A resistência de compra nos preços vigentes colaborou para travar o mercado. Em 12 meses, todas as categorias de animais de reposição ficaram mais caras. O garrote de 9,5 arrobas teve a maior valorização no período. Em agosto do ano passado, o animal era vendido, em média, por R$ 932,00 por cabeça. Frente à cotação atual, de R$ 1.015,00, a alta é de 8,9%.
Para o analista de mercado, Júlio Brissac, a queda na produção da região sul causa impactos imediatos no setor em Mato Grosso do Sul. Atualmente, a arroba do boi do Estado é vendida a R$ 99, valor mais alto do que o registrado em junho quando a arroba valia R$ 91 em média.
O aumento, segundo o analista, é resultado do cenário vivido nos pastos da região sul. “Estamos na entressafra e essa situação complica para as indústrias que vão ter que operar com preços mais altos. A diminuição na qualidade de pasto gera produção menor em tudo e são fatores que nos apresentam a previsão da safra de 2014 com preços mais altos”, explica Brissac.
Com o gráfico em mãos, o especialista analisa ainda que o atual cenário da produção bovina no Estado pode fazer com que o preço da arroba supere a média história de 2011. De janeiro a agosto do ano passado, por exemplo, a média do preço foi de R$ 88,75 e a média deste ano já bate os R$ 95,30.


