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domingo, 10 de maio de 2026

Hugo Yasky: “queremos uma escola que forme cidadãos críticos”

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21/09/2013 10h34 – Atualizado em 21/09/2013 10h34

Fonte: CNTE

O presidente da Internacional da Educação para a América Latina, o argentino Hugo Yasky, celebrou a oportunidade de consolidar o movimento pedagógico latino-americano na terra de Paulo Freire e fez um balanço dos desafios que os educadores enfrentam na região, como governos opressivos, caso da Colômbia, que continuamente ameaça educadores e representantes do povo, caso da senadora Gloria Ramírez, presente no encontro da Rede de Trabalhadoras para a Educação, que antecedeu o encontro.

“A docência deste continente está de pé neste momento. Este é o ponto mais alto dos trabalhadores da educação da América Latina. A resistência que tivemos que ter, passando por ditaduras e pelos governos neoliberais da década de 90, nos coloca num momento favorável para consolidarmos a democracia e lutar por mais igualdade social, um avanço que conquistamos na luta”, afirmou Hugo.

Na essência do Movimento Pedagógico Latino-Americano está o objetivo de propor uma educação que seja integral, liberadora, inclusiva, solidária, com equidade de gênero, laica, gratuita e garantida pelo Estado como um direito social.

Para chegar até este momento o Movimento realizou diversos encontros regionais, sub-regionais e nacionais que passaram por países como Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Chile, Bolívia, Guatemala, São Salvador, Costa Rica e República Dominicana.

Hugo salientou a importância da integração do continente, da união de todos os sindicatos e movimentos democráticos e populares e o objetivo comum que é a construção horizontal de mais liberdade para o povo latino-americano. Para isso, a escola não pode replicar a ideologia do individualismo e da desigualdade, tampouco aceitar como natural a pobreza.

“Temos que ser professores como foi Paulo Freire, que educava também como um ato de rebelião contra os poderosos. Precisamos de uma escola que forme cidadãos críticos, que seja capaz de rebater as mentiras históricas sobre a América Latina. Somente assim será possível construir uma sociedade consciente e igualitária”, finalizou o presidente da IEAL.

Hugo Yasky: “queremos uma escola que forme cidadãos críticos”

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