03/10/2013 17h52 – Atualizado em 03/10/2013 17h52
Fonte: Da Assessoria
“Nós não podemos desistir de lutar e nos organizar; a organização de classe é muito importante, tudo que foi conseguido até agora foi através da luta”.
A opinião é da professora de Amambai, Elza Raimundo, e reflete sua avaliação sobre a importância da 6ª Conferência da Educação Pública, realizada pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), de 26 a 28 de setembro em Aparecida do Taboado. “A Conferência vem reforçar a necessidade de luta e de organização”, ressalta Elza.
Ela representou o Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) junto com a presidente do Sindicato, Olga Tobias, e as professoras Katymary Lemes Escobar e Lurdelice Nelson.
Para a presidente do Simted de Amambai, a Conferência foi produtiva. “Todos os temas abordados pelos palestrantes e discutidos foram bastante relevantes”, avaliou Olga.
Homenagem e lema
A 6ª Conferência prestou homenagem ao terena Gabriel Oziel, indígena assassinado no dia 30 de maio deste ano, em Sidrolândia. Ele era um estudante universitário e foi levar a sua solidariedade ao seu povo que lutava pela retomada do seu território.
O evento teve como lema Fetems cada vez mais forte na luta pelo Plano Nacional de Educação (PNE) e reuniu centenas de trabalhadores em educação de todo o Estado e palestrantes de renome nacional em torno do debate sobre o PNE, a educação pública e sua diversidade.
Presenças
Presenças como a do senador Delcídio do Amaral, do presidente da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Leão, e do presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, entre outras personalidades da área da Educação, possibilitaram um debate com qualidade sobre os temas propostos.
Elza Raimundo destaca ainda a análise de conjuntura internacional feita pela professora Carmem Veites Conde, da Espanha, que reforçou a importância da organização da categoria. A professora espanhola falou sobre o atual momento que vive seu país, enfatizando o desemprego, a tentativa do governo de desmobilizar os sindicatos e as milhares de demissões.
Outros temas
Além do debate sobre o Plano Nacional de Educação, tiveram também na Conferência discussões sobre a educação no campo, indígena, funcionários da educação, educação infantil e quilombola.
Na opinião da presidente do Simted de Amambai, talvez a discussão destes temas tenham sido uma das mais importantes da Conferência. ”Foi uma discussão muito rica sobre inclusão e as políticas necessárias para estes grupos”, diz Olga.
O grupo de Amambai poderia ter sido maior. Olga explica que inicialmente havia uma lista com os nomes de 10 pessoas interessadas em participar da Conferência. “Infelizmente, a data da Conferência coincidiu com as atividades da programação de aniversário de Amambai”.
Além do contato com temas importantes, fala Olga, o evento também oportuniza intercâmbio com pessoas de outros municípios e Estados que trazem suas experiências que nos enriquecem. “Ao final, temos uma visão melhor das tendências da Educação”, conclui a presidente do Simted de Amambai.
Ao final da Conferência, foi produzida uma carta com as bandeiras de luta que foram debatidas durante a atividade. O documento será encaminhado para os órgãos públicos em nível estadual, nacional e entidades de luta, reafirmando o compromisso da Fetems com na caminhada por uma educação pública de qualidade e igualitária.



