03/12/2013 15h20 – Atualizado em 03/12/2013 15h20
Fonte: Da Redação
Com o objetivo de levar acesso da cultura sul-mato-grossense e do som das violas de raiz a um grande público, a Associação Cultural de Amambai (AculturA), em parceria com o Violas de São Gonçalo e o CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Sentinela de Amambaí, promove em Amambai neste final de semana, dias 7 e 8 de dezembro, o 6° Encontro do Folclore Toro Candil.
No sábado (7), a programação consta do Grupo Balaio, que apresenta um repertório baseado em diversos ritmos, e do grupo amambaiense Violas de São Gonçalo, bem como uma participação especial do grupo musical Los Guarangos e espetáculo com grupo de danças folclóricas do CTG. O preço da entrada é de R$ 15,00 e o evento tem início as 20h30.
No dia 8 de dezembro, domingo, a partir das 9 horas, a programação vai ser realizada na chácara do Rui Cordeiro, localizada em frente ao Parque de Exposições de Amambai. No local, serão promovidas Música e Sortija. O acesso ao local é aberto ao público gratuitamente.
Sortija
Sortija é uma manifestação popular que Amambai herdou das famílias paraguaias, que por sua vez herdaram da Espanha e que poderá ser uma das maiores manifestações culturais de Mato Grosso do Sul.
A Sortija foi inserida em 2011 na quarta edição do Encontro do Folclore Toro Candil. A AculturA descreve a Sortija como uma fusão de esporte com cultura. De acordo com a organização, a apresentação da Sortija, em meio ao encontro folclórico, é uma forma de homenagear e enraizar ainda mais a cultura regional – tão difundida pelos antigos que aqui viveram – tendo em vista que a Sortija foi realizada por muitos anos na cidade de Amambai, pelas famílias que aqui se instalaram.
A brincadeira discorre da seguinte maneira: cavaleiros disputam uma corrida em que se deve alcançar o arco enfeitado, onde se encontram as sortijas (argolas finas, em espanhol). De posse de uma vareta, com aproximadamente 50 centímetros, cada cavaleiro tenta pegar do arco o máximo de argolas possíveis. A cada argola conquistada, um lenço colorido é amarrado aos apetrechos do cavalo. Ao final da disputa, declara-se vencedor o cavaleiro que possuir maior número de lenços coloridos amarrados ao arreio do cavalo.
A Sortija terá a participação da Invernada Crioula do CTG de Amambai.
Daniel Viola de Cocho
Mato-grossense nascido em Tangará da Serra, residente em Cuiabá, Daniel de Paula é violeiro graduado em Música, especialista em Antropologia Cultural e pesquisador da viola de cocho há 15 anos. Compositor e arte educador, ele é um dos responsáveis na difusão do instrumento por todo o território brasileiro.
Tombada como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura, a viola de cocho é uma expressão ímpar do fazer popular, cuja função está voltada principalmente para a cultura popular mato-grossense em duas de suas principais expressões culturais associada ao sentimento religioso e lúdico, o “cururu” e o “siriri”. As fitas coloridas amarradas na extensão do braço do instrumento representam a devoção, o respeito a algum santo, cuja cor faz correspondência.
Grupo Balaio
Formado por cinco integrantes, numa composição de vozes, cordas, sopro e percussão, o Grupo Balaio constrói um repertório baseado nos diversos ritmos, formas de cantos e melodias das manifestações musicais da cultura popular brasileira. Desde 2007 já se apresentou em palcos e eventos de grande importância como: SESC, SESI, Virada Cultural Paulista, Revelando São Paulo, Festival Viola de todos os Cantos (EPTV/Rede Globo), FENAC- Festival Nacional da Canção e Programa Sr. Brasil-TV Cultura.
Esses jovens artistas brasileiros são músicos com formação superior e três deles professores de música em faculdades. Eles fazem relevante trabalho de pesquisa e difusão da música folclórica brasileira.
Veja aqui a página na internet da AculturA.




